Angola projecta maior sistema de mini-redes de energia em África

A República de Angola perspectiva criar o maior projecto de mini-redes de energia em África, tendo para o efeito assinado na passada semana, em Nova Iorque, um memorando de entendimento com a Sun Africa, empresa sediada nos Estados Unidos da América. Prevê-se que o projecto, parte de um investimento de 1,5 mil milhões de dólares,…
ebenhack/AP
Prevê-se que o projecto, parte de um investimento de 1,5 mil milhões USD, a ser implementado pela empresa Sun Africa, com sede nos EUA, abranja as províncias do Cunene, Namibe, Cuando Cubango e Huíla.
Economia

A República de Angola perspectiva criar o maior projecto de mini-redes de energia em África, tendo para o efeito assinado na passada semana, em Nova Iorque, um memorando de entendimento com a Sun Africa, empresa sediada nos Estados Unidos da América.

Prevê-se que o projecto, parte de um investimento de 1,5 mil milhões de dólares, a ser implementado pela Sun Africa, abranja as províncias do Cunene, Namibe, Cuando Cubango e Huíla. De acordo com o memorando, o projecto consistirá na electrificação de todas as sedes municipais e principais comunas do país.

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, que rubricou o documento por Angola, na presença do Presidente João Lourenço, avançou que o objectivo do projecto é fornecer energia elétrica e água à população e promover o surgimento de empreendimentos económicos.

“A electrificação será feita por meio de soluções convencionais, com extensão de linhas e construção de subestações, ou por meio de energia solar. Os EUA são um dos países líderes na instalação desses sistemas, principalmente nas regiões remotas, onde essa solução é a mais disponível e acessível”, explicou.

A execução do projecto deverá ser feita em dois anos e arrancará tão logo forem assinados os contratos.

O projecto, fez saber Baptista Borges, prevê a instalação de sistemas de abastecimento de água, sendo que para cobrir as suas necessidades [do projecto], a Sun Africa vai mobilizar recursos financeiros do Exim Bank dos EUA, instituição de apoio às exportações.

O ministro angolano da Energia e Águas disse, na ocasião, que o memorando de entendimento “é reflexo da importância que os EUA atribuem à cooperação com Angola, da credibilidade que o país hoje merece junto das instituições financeiras americanas e da evidência da prioridade que o executivo do país atribui à expansão do acesso à electricidade e água”.

O Memorando foi assinado à margem de uma mesa-redonda sobre investimentos em Angola, uma iniciativa da Câmara de Comércio Estados Unidos-Angola (AmCham-Angola).

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