“Angola tem um défice muito grande de infra-estruturas” – AAPC

Angola tem um défice “muito grande” de infra-estruturas a nível da mobilidade rodoviária, energia e de estudo de impacto ambiental, considera a directora executiva da Associação Angola de Projectistas e Consultores (AAPC), Neusa Inglês.   “Ainda temos muito que trabalhar para termos mais saúde, água, melhor saneamento e habitação. Mas isso deve ser desenvolvido de…
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Défice resulta da paragem do crescimento económico e de alguns constrangimento que se registou na economia do país, aponta directora executiva da Associação Angola de Projectistas e Consultores.
Economia

Angola tem um défice “muito grande” de infra-estruturas a nível da mobilidade rodoviária, energia e de estudo de impacto ambiental, considera a directora executiva da Associação Angola de Projectistas e Consultores (AAPC), Neusa Inglês.  

“Ainda temos muito que trabalhar para termos mais saúde, água, melhor saneamento e habitação. Mas isso deve ser desenvolvido de forma inclusiva e com as melhores práticas”, apontou Neusa Inglês, durante a 2ª edição da conferência sobre Infra-estrutura em Angola, promovida nesta Quarta-feira, 15, em Luanda, pela PLMJ Colab Angola – RVA Advogados.

O défice, de acordo com a responsável, resulta da paragem do crescimento económico e de alguns constrangimento que se registou na economia do país.

Para o consultor independente, Mário Rui Pires, actualmente, Angola enfrenta um clima económico bastante complicado de executar as parcerias público-privada (PPP) totalmente com investimento privado.

“Algo que é meritório foi o que o Ministério dos Transportes está a fazer, que é pegar activos que já existem, como os terminais portuários e o Corredor do Lobito. O físico já está implementado, então procuraram operadores que façam daquilo economicamente viável, façam aquilo funcionar e gerar receita para o Estado. É este tipo de solução que eu também defendo no sector das águas e energia”, reforçou.

Já o director nacional para a economia e concessões, do Ministério dos Transportes, Eugénio Fernandes, fez saber que a instituição tem vindo a tentar ao máximo evitar investimentos público para as infra-estruturas, a julgar pelos estudos que têm realizado.

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