Angola vai vender energia eléctrica à República Democrática do Congo através de uma ligação entre a cidade do Soyo, produtora de energia, e o Complexo Hidroeléctrico do Inga, em território congolês, com passagem por Matadi, na RDC.
O anúncio foi feito pelo Chefe de Estado angolano nesta Quarta-feira, em Kinshasa, no âmbito da nova dinâmica de cooperação entre Angola e a República Democrática do Congo.
Segundo João Lourenço, os dois países chegaram a um entendimento para a construção de uma linha de transporte de energia eléctrica de 400 quilowatts, que vai ligar o Soyo ao Inga, passando por Matadi.
“Os nossos dois países, feliz e finalmente, conseguiram chegar ao entendimento para que se faça a ligação entre estas cidades”, afirmou o Presidente da República.
João Lourenço anunciou igualmente que os dois governos aprovaram a construção de uma segunda linha de transporte de energia, de maior extensão, com cerca de 1.300 quilómetros, que vai ligar Laúca, na província de Malanje, à região de Kolwezi, na República Democrática do Congo.
A linha terá igualmente uma tensão de 400 quilowatts e vai transportar energia produzida em Angola para a zona mineira do leste da República Democrática do Congo.
“Vai ser colocada a energia produzida em Angola nesses pontos, Inga e Kolwezi, mas existe o entendimento de que as autoridades congolesas, com as empresas privadas ou públicas que entenderem, poderão estender essas mesmas linhas para o resto do vasto território congolês, fazendo chegar a energia a outros pontos, quer para consumo doméstico, quer para consumo industrial”, disse.
O Presidente assinalou a importância da integração regional e continental que passa também pela partilha dos benefícios das infra-estruturas existentes em cada país.
“Nós falamos muito da necessidade da integração regional e continental. A integração não é outra coisa senão a partilha dos benefícios das infra-estruturas que cada um dos nossos países tem”, explicou.
Segundo João Lourenço, Angola possui capacidade de produção de energia eléctrica, de origem hidroeléctrica, barata e limpa, que tendo excedente é justo que possa partilhar essas mesmas infra-estruturas com os países vizinhos, no caso, a República Democrática do Congo.





