A Sociedade Mineira do Chitotolo, empresa angolana do sector mineiro, prevê uma receita bruta acima de 160 milhões de dólares este ano, com a comercialização de 343 mil quilates de diamantes.
A informação foi avançada esta Quarta-feira, 15, pelo presidente do conselho de gerência da empresa diamantífera, Artur Gonçalves, durante um encontro com os jornalistas.
O responsável fez saber que o surgimento de diamantes sintéticos tem reduzido os preços dos diamantes naturais. Com isso, segundo admitiu, a empresa sentiu a obrigação de aumentar os volumes de produção.
“Isso implica dizer que vamos lapidar reservais que estavam para 20 anos para 10 ou em 15 anos. É uma situação que estamos a viver, esperamos que o mercado mude e não podemos fazer muito mais, temos de saber lidar com isso”, disse.
Em 2025, as produções tiveram como destino Botswana, Bélgica e Dubai. No entanto, explicou Artur Gonçalves, 97,7% das exportações foram dirigidas para o Dubai.
Por outro lado, para o 1° semestre deste ano, de acordo com o presidente do conselho de gerência, a empresa orçamentou 2.8 milhões de dólares para a área social.
“Estamos a construir a primeira clínica privada no Dundo. Já está na fase de apetrechamento. Acreditamos que vai entrar em funcionamento no final deste ano. Vamos terceirizar a gestão para o benefício dos nossos colaboradores e das comunidades”, detalhou.
A Sociedade Mineira do Chitotolo opera na província do Lunda-Norte, na região de Nzagi, explorando depósitos aluviais nas margens do rio Tchiumbe e transformando recursos naturais em valor económico e social, promovendo um crescimento sustentável, inclusivo e orientado para progresso das comunidades.





