Cerca de 100 milhões de dólares poderão ser investidos na área de responsabilidade social pelo sector petrolífero, nos próximos cinco anos, revelou esta Quinta-feira, 12, à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA a administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) de Angola, Nicola Mvuayi.
“Os bonos e as contribuições estão muito atreladas aos contratos petrolíferos. Este valor pode aumentar, dependido do ritmo das concessões que forem atribuídas, assim como das actividades realizadas”, assegurou a responsável, que falava no final da apresentação do Plano de Responsabilidade Social 2026-2030 no Sector Petrolífero, não avançou o número de pojectos a ser executado, mas explicou que dependerá do orçamento.
“Temos áreas estratégicas, que são saúde e desenvolvimento económico. A nível do diagnóstico, nos últimos cinco anos, grande parte do investimento esteve concentrado no sector da educação. Tivemos muitas escolas e hospitais construídos e reabilitados”, lembrou.
A administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis avançou ainda que no período 2020-2025, o orçamento total fixou-se em 200 milhões de dólares, sendo foram executados vários projectos avaliados em 90 milhões de dólares.
Questionada sobre os projectos que mais consumiram parte do investimento, Nicola Mvuayi exemplificou a Maternidade Irene Neto, localizado na cidade do Lubango, e a Maternidade Provincial de Cabinda.

Entretanto, o ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, destacou que o crescimento económico deve caminhar com a inclusão social, capacitação humana e a sustentabilidade ambiental.
“Este alinhamento estratégico permitirá acelerar a nossa ambição colectiva de assegurar que os recursos naturais do país sejam transformados em oportunidades concretas de desenvolvimento, em impacto real, imensurável e duradouro na vida dos cidadãos”, disse.
Diamantino Azevedo advertiu que a responsabilidade social deve estar devidamente integrada nas políticas regulatórias, sociais, nos princípios de transparência e na adoptação de boas práticas, assegurando que as operadoras e prestadoras de serviços analisem os seus investimentos sociais para projectos alinhados aos interesses estratégicos do Estado às prioridades nacionais e às reais necessidades das comunidades.
O governante apontou que o a riqueza do petróleo deve ser um meio e não um fim, “um meio para formar pessoas, promover a inovação e impulsionar o desenvolvimento sustentável”.





