Apenas 17% da população adulta moçambicana tem algum tipo de seguro, mercado que movimentou 24,6 mil milhões de meticais (335 milhões de euros) em 2025, afirmou a primeira-ministra, sublinhando, contudo, o crescimento do sector.
Ao intervir, em Maputo, na abertura da Conferência Internacional da Organização das Seguradoras da África Oriental e Austral (OESAI), Maria Benvinda Levi referiu que, em 2025, a sector atingiu uma taxa de penetração de aproximadamente 1,6% em Moçambique, integrando 23 seguradoras, uma microsseguradora, uma resseguradora, oito entidades gestoras de fundos de pensões, 201 corretores e 37 agentes.
“No primeiro semestre de 2026, a produção de seguros ultrapassou 12,2 mil milhões de meticais [166 milhões de euros}, acima do período homólogo anterior”, afirmou, numa intervenção em que destacou os progressos registados pelo mercado segurador nacional, que revela uma estrutura “bastante diversificada”, mas também apontando os desafios relacionados com a inclusão financeira e a expansão da cobertura.
Para a governante, estes indicadores demonstram que o mercado segurador moçambicano continua numa trajectória de crescimento e profissionalização, reforçando a sua capacidade para proteger cidadãos, apoiar empresas e promover o investimento.
Contudo, salientou que apenas cerca de 17% dos adultos têm actualmente acesso a algum serviço ou produto de seguros: “Este indicador revela tanto o caminho a percorrer como o potencial de expansão do mercado”.
“Mais cidadãos segurados significam famílias e empresas mais capazes de enfrentar imprevistos e participar no desenvolvimento do país”, destacou Levi, acrescentando que “alargar o acesso aos seguros é uma questão de inclusão financeira, proteção social e resiliência económica” e “significa reduzir vulnerabilidades, proteger rendimentos e preservar actividades económicas”.
A primeira-ministra, citada pela Lusa, associou também o fortalecimento do setor segurador às necessidades de adaptação de Moçambique aos riscos climáticos e aos desafios económicos.





