Ausência de políticas tributárias ajustadas, partilha de infra-estruturas, estradas, acessos e centros logísticos são os factores que continuam a elevar os preços dos produtos em Angola.
Os constrangimentos foram apontados esta Quinta-feira, 21, em Luanda, pelo chefe de departamento de acompanhamento das empresas e fundos públicos do Ministério das Finanças, Eduardo Tchamba.
O também economista considera que é importante que os sectores comecem a trazer a lógica da infra-estrutura essencial para que seja o factor redutor de custo para influenciar o preço.
“Se as empresas continuarem a fazer investimentos isolados, isso vai adicionar o custo de entrada no mercado. Se o custo entrada for alto, a empresa leva muito tempo a recuperar investimento. As empresas devem perceber que o preço vai baixar, quando aumentar a oferta de forma significativa”, apelou.
Para Eduardo Tchamba, as empresas precisam reflectir com o Governo sobre a gestão das políticas de substituição das importações, tendo em consideração a questão do tempo, da aplicabilidade, da viabilidade e o reforço dos sectores que precisam de financiamento para acelerarem a sua participação neste sentido, sob pena de existir limite de oferta.
O responsável falava sobre o “Impacto da Coocorrência e da Regulação na Estabilidade de Preços” na 5.ª edição do Fórum Nacional dos Reguladores (FNR), promovido pela Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC).
“Precisamos olhar para as nossas vias de distribuição e entender que afecta os preços, principalmente, porque há um mecanismo de assimetria de informações que podem afectar todo o sistema de preço. Se eu vendo um produto dez vezes o preço no Moxico, qual é o meu estímulo em vender em Luanda”, exemplificou.





