A autoridade tributária da província de Guangdong, no sudeste da China, lançou, há dias, a primeira série de guias tributários para investidores chineses, que cobre Portugal, Moçambique e Cabo Verde, avançou a imprensa chinesa.
Durante a apresentação dos guias, o chefe do Gabinete de Cooperação de Tributação para os Países e Regiões de Língua Portuguesa, Yuan Hongbing, afirmou que objectivo é disponibilizar referências e orientação a empresas no processo de se tornarem globais.
De acordo com o jornal oficial Nanfang Daily, os documentos incluem informação sobre a economia, o ambiente de negócios, as políticas fiscais, o sistema de cobrança e gestão de impostos e acordos bilaterais tributários em vigor nos três países,
Além da livre circulação de capitais, outra das vantagens da zona de cooperação para captação de empresas e investimento é a política de isenção e suspensão de impostos sobre as mercadorias, cuja entrada em todo o mercado chinês, de mais de 1,4 mil milhões de pessoas, estará facilitada.
O director financeiro do Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong–Macau (GMTCM), Xie Zhi, disse que os guias serão “muito úteis” para ajudar as empresas a trabalhar no parque a “evitar alguns riscos fiscais”.
O responsável sublinhou que as empresas a operar no GMTCM conseguiram a aprovação dos reguladores farmacêuticos para registar nove produtos com origem na medicina tradicional chinesa em Moçambique e sete no Brasil.
As trocas comerciais entre Pequim e os mercados lusófonos tiveram o melhor arranque de ano desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) começou a compilar este tipo de dados, em 2013.
A balança comercial, segundo avança a Lusa, atingiram 29,4 mil milhões de dólares nos dois primeiros meses de 2023, um aumento homólogo de 2,2%, de acordo com estatísticas da Administração Geral das Alfândegas da China, divulgadas recentemente pelo Fórum Macau.





