A transferência integral das operações regulares de passageiros do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro para o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN) foi oficialmente concluída este Domingo, 1 de Março, marcando uma nova fase na reconfiguração do sector aeroportuário angolano.
O processo, iniciado a 10 de Novembro de 2024, com um encerramento das operações da TAAG – companhia angolana de bandeira –, 85 anos depois, culminou no último Domingo com o início das operações da Airlink no novo aeroporto internacional. Segundo um comunicado, o primeiro voo da transportadora sul-africana aterrou às 12h20, transportando 80 passageiros a bordo de uma aeronave Embraer 190, simbolizando a consolidação operacional da infra-estrutura.
Com sede em Joanesburgo, a Airlink assegura ligações aéreas entre Angola e a África do Sul desde 21 de Outubro de 2021. A partir de agora, a companhia passa a operar quatro frequências semanais entre o Aeroporto Internacional Oliver Tambo e o novo hub angolano, localizado na província de Icolo e Bengo.
A conclusão da transferência representa mais do que uma simples mudança logística. Trata-se de um passo estratégico na ambição de Angola em posicionar o AIAAN como plataforma regional de conectividade aérea na África Austral. Com maior capacidade operacional, infra-estruturas modernas e potencial para expansão de rotas internacionais, o novo aeroporto é visto como peça-chave na dinamização do turismo, no reforço das trocas comerciais e na atracção de investimento estrangeiro.
Especialistas do sector consideram que o sucesso desta transição dependerá agora da eficiência operacional, da competitividade tarifária e da capacidade de captação de novas companhias internacionais. Num contexto de crescente mobilidade intra-africana e implementação progressiva do Mercado Único Africano de Transporte Aéreo (SAATM), a consolidação do AIAAN poderá redefinir o papel de Angola no mapa da aviação continental.
A entrada plena em funcionamento do novo aeroporto encerrará um ciclo histórico para o 4 de Fevereiro, que durante décadas foi a principal porta de entrada aérea do país, e abre espaço para uma nova etapa de ambição logística e integração regional.



