Autoridades angolanas desmantelam 41 estaleiros clandestinos de mineração de criptomoedas em dez meses

As autoridades angolanas desmantelaram, nos últimos dez meses, 41 estaleiros clandestinos de mineração de criptomoedas, em todo o país, e detiveram pelo menos 100 pessoas, maioritariamente chineses, avançou hoje o Serviço de Investigação Criminal (SIC). O caso mais recente foi nesta Segunda-feira divulgado pelo SIC, tratando-se da apreensão, em Luanda, de oito contentores de equipamentos de…
ebenhack/AP
O caso mais recente foi divulgado pelo Serviço de Investigação Criminal, tratando-se da apreensão, em Luanda, de oito contentores de equipamentos de mineração de criptomoedas, descoberto na centralidade do Kilamba, avaliados em quase 17 milhões de dólares.
Economia

As autoridades angolanas desmantelaram, nos últimos dez meses, 41 estaleiros clandestinos de mineração de criptomoedas, em todo o país, e detiveram pelo menos 100 pessoas, maioritariamente chineses, avançou hoje o Serviço de Investigação Criminal (SIC).

O caso mais recente foi nesta Segunda-feira divulgado pelo SIC, tratando-se da apreensão, em Luanda, de oito contentores de equipamentos de mineração de criptomoedas, descoberto na centralidade do Kilamba, avaliados em quase 17 milhões de dólares.

Segundo o porta-voz do SIC, Manuel Halaiwa, o espaço, com uma dimensão de 10 hectares, pertence a um cidadão chinês, que se encontra foragido.

Em declarações à imprensa, Manuel Halaiwa disse que os materiais apreendidos, de alta precisão, usados e novos, totalizam cerca de 17.000 processadores ‘panda mining’, avaliados entre mil dólares, os antigos, e 1.400 dólares, os novos.

“Se olharmos para aquilo que tem sido a lógica dos centros de mineração de criptomoedas, o material que aqui está dava para instalar cerca de oito centros de mineração de criptomoedas, à dimensão do último que desmantelámos”, referiu.

Manuel Halaiwa sublinhou que, presumivelmente, a intensão era instalar-se naquele local um centro de mineração de alta dimensão.

O porta-voz do SIC destacou que, como o SIC tem intensificado a luta contra esta atividade ilegal, os implicados têm procurado por locais menos suspeitos, deixando “passar a pressão actual” e, a seu tempo, instalarem naquele local um centro de alta dimensão.

De acordo com Manuel Halaiwa, citado pela Lusa, a actividade de mineração de criptomoedas “é super lucrativa” e, caso viesse a funcionar este centro, o rendimento mensal deveria rondar os 17 milhões de dólares, calculando que cada processador “consegue minerar entre 35 e 37 dólares por dia”.

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