BAD anuncia contribuição de 80 milhões USD para financiar segundo recenseamento geral da população e da habitação da RDCongo

O Banco Africano de Desenvolvimento anunciou, em Kinshasa, uma contribuição de 80 milhões de dólares para financiar o segundo Recenseamento Geral da População e da Habitação (RGPH2) da República Democrática do Congo (RDCongo). Este anúncio foi feito durante a mesa-redonda dos parceiros técnicos e financeiros da RDCongo. A contribuição do Banco representa uma parte significativa…
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A parte do BAD será destinada a operações de recenseamento no valor de 50 milhões de dólares e 30 milhões de dólares serão afectados ao reforço da capacitação de várias instituições nacionais.
Economia

O Banco Africano de Desenvolvimento anunciou, em Kinshasa, uma contribuição de 80 milhões de dólares para financiar o segundo Recenseamento Geral da População e da Habitação (RGPH2) da República Democrática do Congo (RDCongo).

Este anúncio foi feito durante a mesa-redonda dos parceiros técnicos e financeiros da RDCongo. A contribuição do Banco representa uma parte significativa dos compromissos totais anunciados, estimados em 200 milhões de dólares.

A parte do BAD será destinada a operações de recenseamento no valor de 50 milhões de dólares e 30 milhões de dólares serão afectados ao reforço da capacitação de várias instituições nacionais, nomeadamente o Instituto Nacional de Estatística (INS), bem como as estruturas envolvidas na cadeia de planeamento, programação, orçamentação e acompanhamento-avaliação (PPBSE).

Em comunicado, o BAD diz que tenciona apoiar prioritariamente as operações do RGPH2, consolidando simultaneamente de forma sustentável o sistema estatístico nacional. Outros parceiros, nomeadamente o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Sistema das Nações Unidas, anunciaram igualmente as suas contribuições.

A República da Costa do Marfim anunciou um apoio em termos de equipamento de recolha de dados e partilha de experiências. O governo congolês já mobilizou 30 milhões de dólares para a operação, a partir do orçamento do Estado.

“Longe de ser uma simples sequência técnica ou administrativa, este evento marca um momento de verdade para o nosso país, um evento em que a nossa nação decide conhecer-se melhor para se governar melhor, planear-se melhor e transformar-se melhor”, declarou o presidente congolês, Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, que presidiu à abertura e ao encerramento da mesa-redonda.

O último recenseamento da população na RDCongo teve lugar em 1984; desde então, o país registou uma transformação demográfica significativa, estimando-se hoje a sua população em mais de 112,8 milhões de habitantes.

“Continuar a planear sem dados fiáveis e atualizados equivaleria a governar sem visibilidade e, por conseguinte, a enfraquecer a capacidade do Estado de responder adequadamente às expectativas da população”, prosseguiu o chefe de Estado, sublinhando que o recenseamento é “um acto de soberania, um instrumento de justiça pública e uma alavanca essencial para a eficácia da acção do Estado”.

Nessa mesma linha, Mohamed Coulibaly, responsável pelo programa nacional do Banco para a República Democrática do Congo, sublinhou, aquando do anúncio da contribuição do banco, que se trata de um momento histórico.

Com base na sua experiência no acompanhamento deste tipo de processos em África, o Banco Africano de Desenvolvimento deseja apoiar a RDCongo, nomeadamente através do reforço do INS e das instituições alinhadas com a cadeia de planeamento, programação, orçamentação e acompanhamento-avaliação, a fim de garantir uma implementação eficaz, transparente e sustentável deste exercício”.

O Banco Africano de Desenvolvimento anunciou, em Kinshasa, uma contribuição de 80 milhões de dólares para financiar o segundo Recenseamento Geral da População e da Habitação (RGPH2) da República Democrática do Congo (RDCongo).

Este anúncio foi feito durante a mesa-redonda dos parceiros técnicos e financeiros da RDCongo. A contribuição do Banco representa uma parte significativa dos compromissos totais anunciados, estimados em 200 milhões de dólares.

A parte do Grupo Banco será destinada a operações de recenseamento no valor de 50 milhões de dólares e 30 milhões de dólares serão afetados ao reforço da capacitação de várias instituições nacionais, nomeadamente o Instituto Nacional de Estatística (INS), bem como as estruturas envolvidas na cadeia de planeamento, programação, orçamentação e acompanhamento-avaliação (PPBSE).

O BAD tenciona apoiar prioritariamente as operações do RGPH2, consolidando simultaneamente de forma sustentável o sistema estatístico nacional.

Outros parceiros, nomeadamente o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Sistema das Nações Unidas, anunciaram igualmente as suas contribuições.

A República da Costa do Marfim anunciou um apoio em termos de equipamento de recolha de dados e partilha de experiências. O governo congolês já mobilizou 30 milhões de dólares para a operação, a partir do orçamento do Estado.

“Longe de ser uma simples sequência técnica ou administrativa, este evento marca um momento de verdade para o nosso país, um evento em que a nossa nação decide conhecer-se melhor para se governar melhor, planear-se melhor e transformar-se melhor”, declarou o presidente congolês, Félix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, que presidiu à abertura e ao encerramento da mesa-redonda.

O último recenseamento da população na RDCongo teve lugar em 1984; desde então, o país registou uma transformação demográfica significativa, estimando-se hoje a sua população em mais de 112,8 milhões de habitantes.

“Continuar a planear sem dados fiáveis e atualizados equivaleria a governar sem visibilidade e, por conseguinte, a enfraquecer a capacidade do Estado de responder adequadamente às expectativas da população”, prosseguiu o chefe de Estado, sublinhando que o recenseamento é “um acto de soberania, um instrumento de justiça pública e uma alavanca essencial para a eficácia da acção do Estado”.

Nessa mesma linha, Mohamed Coulibaly, responsável pelo programa nacional do Banco para a República Democrática do Congo, sublinhou, aquando do anúncio da contribuição do banco, que se trata de um momento histórico.

Com base na sua experiência no acompanhamento deste tipo de processos em África, o Banco Africano de Desenvolvimento deseja apoiar a RDCongo, nomeadamente através do reforço do INS e das instituições alinhadas com a cadeia de planeamento, programação, orçamentação e acompanhamento-avaliação, a fim de garantir uma implementação eficaz, transparente e sustentável deste exercício

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