BAD garante 39 milhões USD para OE são-tomense e transição energética

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou apoio directo de 15 milhões de dólares ao Orçamento do Estado são-tomense e um projecto de 24 milhões de dólares para garantir 100% de energia renovável na ilha do Príncipe em dois anos. Segundo o representante do BAD para Angola e São Tomé e Príncipe, os 15 milhões…
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Segundo o representante do BAD para Angola e São Tomé e Príncipe, os 15 milhões de dólares serão disponibilizados com comparticipação do Governo da Nigéria.
Economia
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou apoio directo de 15 milhões de dólares ao Orçamento do Estado são-tomense e um projecto de 24 milhões de dólares para garantir 100% de energia renovável na ilha do Príncipe em dois anos.
Segundo o representante do BAD para Angola e São Tomé e Príncipe, os 15 milhões de dólares serão disponibilizados com comparticipação do Governo da Nigéria, cujo montante não foi revelado, e serão direccionados “para apoiar a implementação do orçamento e cumprimento das metas acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no curso deste ano”.
Pietro Toigo disse no ano passado o apoio do BAD ao OE são-tomense foi de 5,5 milhões de dólares, sendo que para este ano previa-se o mesmo valor, mas “foi decidido reforçar o montante” visando ainda “melhorar a transparência da gestão das finanças públicas” e “reforço da gestão do Orçamento”.
Segundo o representante do BAD, outra prioridade definida com o executivo são-tomense é a transição energética para que possa “dar a base para o desenvolvimento económico do país” e permitir menos custos na balança de pagamento na importação de combustível.
Neste sentido, destacou um projecto de cerca de 24 milhões de dólares a ser aprovado até Outubro, que visa financiar um parque solar para ajudar a garantir a “completa independência energética à ilha do Príncipe” dentro de dois anos.
Segundo Pietro Toigo, o projecto inclui ações para “fortalecer a rede do Príncipe para que possa sustentar essa carga energética maior” e também “modernizar a estrutura” das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), informática e digital da Empresa de Água e Electricidade (Emae), além da instalação da mais de 60 mil contadores pré-pagos “para assegurar a sustentabilidade financeira da Emae”.
Adicionalmente, diz a Lusa, o representante do BAD anunciou que entre Maio e Junho, deverão iniciar as obras para a construção de uma central míni hídrica sobre Rio Papagaio, também na ilha do Príncipe com capacidade de 0.6 megawatts.
Pietro Toigo disse que a ilha do Príncipe precisa de menos de dois megawatts de energia, mas as duas centrais renováveis que serão construídas poderão injectar 2.6 megawatts para substituir o combustível fóssil na ilha que é desde 2012 Reserva Mundial da Biosfera da Unesco.

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