O sector bancário angolano registou um crescimento de 50% nas contratações de profissionais de Tecnologia da Informação (TI) nos últimos seis meses, segundo a pesquisa PeopleBank 2025, desenvolvida pela consultora brasileira Onks Growth em parceria com a revista Carreira.
Foram criadas 595 novas vagas, elevando para cerca de 1.190 o número total de especialistas em TI na banca, consolidando a área como pilar estratégico da transformação digital.
Apesar da expansão, os dados revelam sinais de alerta. Altas taxas de desligamento reduzem o crescimento líquido para apenas 85 novas posições no período, o que equivale a uma média de 14 vagas adicionais por mês. O cenário indica risco de turnover elevado, com impacto directo na continuidade dos projectos digitais.
Para Diego Seguro, responsável técnico pela pesquisa, a transformação digital da banca depende tanto da tecnologia quanto da capacidade de atrair, capacitar e reter talentos especializados. “
Os departamentos de TI já ocupam a quarta posição em número de funcionários no sector bancário, desempenhando um papel decisivo não só na modernização dos serviços, mas também no desenvolvimento da economia angolana”, destacou.
Entre as instituições analisadas, o Banco Angolano de Investimentos (BAI) lidera com 410 profissionais de TI, seguido pelo Banco de Fomento Angola (BFA) com 154, o Banco Millennium Atlântico com 134 e o Standard Bank Angola com 121 especialistas.
A procura crescente por competências em desenvolvimento de software, segurança digital, análise de dados e arquitectura de sistemas confirma a relevância da área no futuro do sector financeiro angolano. Contudo, a gestão de capital humano em TI surge como o novo campo de batalha da banca, num ambiente em que a competição pelo talento qualificado é global.