O Banco Caixa Geral de Angola (BCGA) recuperou, desde o início deste ano, 9 mil milhões de kwanzas (cerca de 20,7 milhões de dólares) de crédito em incumprimento, de operações que decorreram, principalmente, em 2014 e 2015, revelou nesta Terça-feira, 06, o seu administrador executivo, Francisco Rosado dos Santos.
Falando durante a conferência de imprensa de apresentação da Oferta Pública Inicial (OPI) de 25% da acções detidas pela petrolífera angolana Sonangol naquela instituição, o gestor afirmou que algumas destas operações são provenientes do passado, assegurando estarem “perfeitamente controladas” em termos das garantias prestadas e em termos das espectativas de recuperabilidade.
Segundo o administrador, este nível de incumprimento tem uma elevada concentração, sobretudo, numa dezena de nomes de operações que foram efectuadas nos anos de 2014 e 2015, mas muitas delas estão a resolver-se
“O banco tem neste momento um nível de imparidade que cobre 120% do crédito, o que nos dá muita tranquilidade e tem os créditos não preformantes, ou seja, aqueles que são reestruturados e vão sendo pagos de vez em quando, cobertos há mais de 40% ou 50%”, diz o administrador, afirmando que “isso dá-nos outro nível de tranquilidade”.
Quanto a performance do BCGA, que está presente em oito províncias do país, com mais de 30 balcões, Francisco dos Santos avançou que as contas preliminares apuradas apontam para o caminho traçado em linha com o objectivo proposto para o presente ano.
“Caso não existam outros riscos, tudo nos leva a crer que iremos cumprir com o que está orçamentado, apontamos para níveis de rentabilidade que caminhem com aquilo que tem sido o histórico”, perspectivou.





