O Banco de Cabo Verde (BCV) colocou em consulta pública até 10 de Agosto de 2026 a sua primeira versão preliminar da taxonomia de sustentabilidade do país, focado especificamente nos sectores da água e energia.
Segundo documento do BCV a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, a versão preliminar visa criar critérios científicos para classificar actividades económicas sustentáveis face às alterações climáticas.
“Enquanto instrumento de promoção do financiamento do desenvolvimento sustentável do país, foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 35/2026, de 21 de Maio, o regime jurídico que estabelece a taxonomia de sustentabilidade de Cabo Verde, constituída por seis objectivos ambientais e um objectivo social”, lê-se no docunmento.
A operacionalização da taxonomia, conforme estabelecida no diploma, refere o BCV, só será possível com a definição de critérios técnicos que cientificamente determinam o grau de sustentabilidade de uma entidade ou de um investimento.
Os principais detalhes e aspectos práticos da proposta incluem como objectivo estabelecer critérios técnicos de classificação de sustentabilidade para actividades elegíveis nos sectores de água e energia, com base nos objectivos de mitigação e adaptação às alterações climáticas.
A proposta, de acordo com BCV, foi elaborada com o apoio da União Europeia através do programa UE Sustainable Finance Advisory Hub (UE SFAH), implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com contributos do Sustainable Finance Taxonomy Mapper.





