O Banco de Moçambique manteve a taxa de juro de política monetária MIMO em 9,25%, após 12 cortes consecutivos desde Janeiro de 2024, face ao “agravamento substancial” de riscos, revendo em alta as perspectivas de inflação.
“Esta decisão decorre da materialização e do agravamento substancial de alguns riscos e incertezas associados às projecções da inflação, com destaque para a inclusão do conflito no Médio Oriente e os seus impactos na cadeia logística, bem como na oferta e nos preços dos produtos energéticos e alimentares, que influenciaram a revisão em alta das perspectivas da inflação”, anunciou o governador do banco central, Rogério Zandamela.
A posição foi assumida no final da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), que se realiza a cada dois meses, conforme avançou o governador do Banco de Moçambique, sublinhando as consequências para Moçambique do conflito do Médio Oriente, bem como das cheias no país, na actual época das chuvas.
“Neste contexto, o CPMO interrompeu o ciclo de redução iniciado em Janeiro de 2024, mais de 24 meses, condicionando as futuras decisões à evolução e materialização dos riscos e incertezas internos e externos. Os riscos e incertezas associados às projecções da inflação agravaram-se significativamente”, alertou Zandamela.
A taxa de juro directora em Moçambique, diz a Lusa, esteve fixada em 17,25% desde Setembro de 2022, após a intervenção do banco central, que depois iniciou cortes consecutivos a partir de 31 de Janeiro de 2024, quando reduziu para 16,5%.



