Um envelope financeiro de mais de 180 milhões de dólares é o quanto o Banco Mundial prevê desembolsar para financiar vários projectos em Cabo Verde, entre 2022 e 2025, anunciou o vice-primeiro-ministro do país, Olavo Correia.
O valor representa o dobro do que o arquipélago recebeu em período anterior e deve dar cobertura a um número de projectos que ficaram estagnados por conta das várias crises por que passa o mundo e aquele país lusófono africano, em particular.
“Temos um envelope previsto de mais de 180 milhões de dólares norte-americanos para o ano fiscal 2022/2025. Portanto, um valor histórico, num momento histórico. Tenho de agradecer em nome do Governo o trabalho feito e este apoio inexcedível do Banco Mundial em relação ao país”, destacou esta Terça-feira, 29, Olavo Correia, que é também ministro das Finanças.
De acordo com o governante, citado pela Lusa, as negociações com o Banco Mundial permitiram “mais do que duplicar” o plafond para projectos em Cabo Verde.
Para Olavo Correia, o Banco Mundial representa um “parceiro importante” de Cabo Verde “no passado, no presente e seguramente no futuro”, sublinhando o apoio prestado na gestão da pandemia da Covid-19.
“Também representa agora no esforço que o país está a fazer na retoma da actividade económica”, disse Olavo Correia.
O Banco Mundial é um dos parceiros estratégicos de desenvolvimento de Cabo Verde, tendo actualmente 11 projectos em execução no país, nas áreas do turismo, educação e desenvolvimento de competências, transportes, inclusão social, energia, economia digital, saúde, sector empresarial e acesso ao financiamento de micro e pequenas empresas, totalizando 223 milhões de dólares.
Ousmane Diagana, vice-presidente para África ocidental e central do Banco Mundial, visitou na semana passada Cabo Verde e enalteceu a cobertura da vacinação contra a Covid-19 no arquipélago, uma das mais altas em África, tendo 73,6% da população adulta recebido já as duas doses da vacina, uma parte fornecida com apoio da instituição que representa.
“Cabo Verde é um exemplo para o mundo nesta área”, enfatizou, para logo a seguir recordar que a crise económica provocada pela pandemia da Covid-19 – recessão económica de 14,8% do PIB em 2020 – teve impactos no processo de redução da pobreza no país, iniciado há vários anos.
Ousmane Diagana transmitiu igualmente a disponibilidade do Banco Mundial para apoiar as reformas em Cabo Verde, na perspectiva das energias renováveis e com a contribuição do sector privado. “Estamos disponíveis para trabalhar com Cabo Verde para aumentar a resiliência da sua economia”, garantiu.





