Banco Mundial disponibiliza 250 milhões USD para empoderar mulheres em Angola

Um total de 250 milhões de dólares foram desembolsados pelo Banco Mundial para apoiar o Projeto de Empoderamento da Rapariga e Aprendizagem para Todos, designado PAT-2, que tem como objectivo contribuir para a melhoria sustentável da qualidade da educação e do ensino em Angola. O PAT-2 terá duração de cinco anos e foi lançado na…
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Denominado PAT-2, o projecto será implementado em cinco anos, com o financiamento do Banco Mundial, e visa contribuir para a melhoria sustentável da qualidade da educação e do ensino angolano.
Economia

Um total de 250 milhões de dólares foram desembolsados pelo Banco Mundial para apoiar o Projeto de Empoderamento da Rapariga e Aprendizagem para Todos, designado PAT-2, que tem como objectivo contribuir para a melhoria sustentável da qualidade da educação e do ensino em Angola.

O PAT-2 terá duração de cinco anos e foi lançado na passada semana pelo Presidente angolano, João Lourenço, que, na ocasião, apelou ao combate à gravidez precoce, tida como uma das principais causas de abandono escolar no país, e  destacou o apoio do Banco Mundial no sector da educação.

“O PAT-2 implementará acções concretas que resultarão no seu empoderamento [das raparigas]. A razão de ser desse enfoque particular nas raparigas e adolescentes justifica-se, na medida em que os factores ligados ao género, sobretudo nas zonas rurais, marcam negativamente o acesso e permanência na escola e a promoção escolar das jovens raparigas”, disse.

Segundo o Chefe de Estado angolano, uma das principais causas do abandono escolar das raparigas e adolescentes, sobretudo no meio rural, é a gravidez precoce, o que preocupa as autoridades e a sociedade no geral “e contra a qual todos devem lutar, por via da promoção da educação sexual e saúde reprodutiva, das potenciais vítimas de tais comportamentos e de outras medidas junto das próprias comunidades onde elas habitam”.

João Lourenço reforçou que o projecto visa contribuir para a melhoria sustentável da qualidade da educação e do ensino angolano, sendo uma resposta oportuna no contexto particular da vigência da pandemia da Covid-19, para o fortalecimento da resiliência do sistema educativo, que, como na grande maioria dos países do mundo, teve de se reinventar, encontrando soluções inovadoras para garantir a continuidade da educação.

“Fazendo jus ao conjunto de objectivos e medidas de metas preconizados, o Projeto de Empoderamento da Rapariga e Aprendizagem para Todos irá contribuir para a promoção do acesso e sucesso escolar, promovendo às escolas meios e recursos adequados de ensino, oferta formativa em serviço para professores e gestores escolares”, frisou.

Sobre a parceria com o Banco Mundial, iniciada em 2013, com o Projeto Aprendizagem para Todos, agora reforçada com este novo programa centrado na rapariga, Lourenço considerou que Angola valoriza a cooperação com a instituição financeira mundial “e reputa de particular importância o projecto PAT-2”.

Por sua vez, o diretor regional do Banco Mundial para África, Jean-Christophe Carret, disse que alargar a educação das raparigas é o melhor instrumento político para alcançar o compromisso de Angola para pôr fim ao casamento prematuro, consagrado tanto na Carta Africa de Direitos e Bem-Estar da Criança, bem como na Convenção Internacional dos Direitos da Criança.

“Além de ser uma questão de direitos humanos é também especialmente importante, uma vez que Angola agora ocupa uma posição bastante elevada em termos de gravidez em adolescentes”, referiu.

Jean-Christophe Carret defendeu a necessidade de se trabalhar igualmente com rapazes para garantir que tenham conhecimentos para a tomada de decisões e tenham acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, que lhes permita levar uma vida responsável.

Fonte: Lusa  

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