Banco Mundial garante 62,6 milhões USD para investimento da Mota-Engil no Corredor do Lobito

O Grupo Banco Mundial emitiu garantias no valor de 62,6 milhões de dólares para cobrir os investimentos de capital da Mota-Engil na Lobito Atlantic Railway, empresa responsável pela operação do Corredor do Lobito, reforçando a protecção financeira de um projecto estratégico para Angola e para o escoamento de minerais críticos da África Central. A garantia…
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Garantia pela multinacional portuguesa da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA), do Grupo Banco Mundial, visa cobrir riscos associados ao investimento na Lobito Atlantic Railway, concessionária responsável pela operação do Corredor do Lobito durante 30 anos.
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O Grupo Banco Mundial emitiu garantias no valor de 62,6 milhões de dólares para cobrir os investimentos de capital da Mota-Engil na Lobito Atlantic Railway, empresa responsável pela operação do Corredor do Lobito, reforçando a protecção financeira de um projecto estratégico para Angola e para o escoamento de minerais críticos da África Central.

A garantia foi emitida pela Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA) e cobre os investimentos da empresa portuguesa contra riscos de expropriação, conflito e perturbação civil e incumprimento contratual.

A Mota-Engil opera o Corredor do Lobito ao abrigo de uma concessão de 30 anos atribuída pelo Governo angolano. A empresa é responsável pela operação, gestão, manutenção e modernização de aproximadamente 1.300 quilómetros de infra-estrutura ferroviária, desde o Porto do Lobito, na costa atlântica de Angola, até Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).

A concessão inclui igualmente a operação de um terminal de minerais localizado no Porto do Lobito.

Para o Grupo Banco Mundial, o projecto tem uma dimensão que ultrapassa a ligação ferroviária entre Angola e a RDC, ao constituir uma das rotas mais competitivas para ligar a região mineira conhecida como Copperbelt aos mercados internacionais.

A região, particularmente rica em cobre e cobalto, concentra matérias-primas consideradas essenciais para tecnologias associadas à transição energética, incluindo baterias para veículos eléctricos e sistemas de armazenamento de energia.

A dimensão económica do corredor está também associada ao seu potencial para reduzir os tempos de transporte de minerais face às actuais alternativas rodoviárias, melhorando a ligação entre as zonas de produção da África Central e os mercados internacionais através da costa atlântica angolana.

No plano do emprego, a MIGA estima que o projecto deverá gerar mais de 1.600 postos de trabalho directos no pico das operações, dos quais 97% serão ocupados por cidadãos angolanos. Actualmente, cerca de mil trabalhadores estão já empregados no projecto, incluindo 529 transferidos de operadores ferroviários e portuários estatais.

A integração destes trabalhadores no projecto é apontada como um dos mecanismos através dos quais o Corredor do Lobito poderá contribuir para a transferência de competências e para o desenvolvimento de capacidades locais ao longo da sua extensão.

O vice-presidente e CEO do Grupo Mota-Engil, Manuel Mota, considerou que a parceria com a MIGA reforça as condições para viabilizar um investimento desta dimensão e reflecte a confiança internacional no projecto e na capacidade de execução dos seus parceiros.

A participação da Mota-Engil no corredor, acrescentou, representa a continuidade de um compromisso de 80 anos com Angola e da aposta em projectos estratégicos assentes em parcerias de longo prazo e na criação de valor sustentável para o país e para a região.

A garantia concedida pela MIGA assume, neste contexto, uma importância que vai além da cobertura financeira do investimento da Mota-Engil, ao funcionar como instrumento de mitigação de riscos num projecto de infra-estrutura de longo prazo e com relevância para as cadeias internacionais de abastecimento de minerais críticos.

 

Com Lusa

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