Biocom prevê produzir 120 mil toneladas de açúcar este ano

A Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), prevê produzir este ano cerca de 120 mil toneladas de açúcar, 19 milhões de litros de etanol e 57 mil MWh de energia limpa, um crescimento global de 10%, face ao ano anterior, anunciou a companhia, há dias, no município de Cacuso, província de Malanje. De acordo com…
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Na abertura da décima safra, o director-geral da empresa disse que a companhia enfrenta "um momento desafiador" e que concluiu o seu processo de restruturação financeira em 2022.
Economia Negócios

A Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), prevê produzir este ano cerca de 120 mil toneladas de açúcar, 19 milhões de litros de etanol e 57 mil MWh de energia limpa, um crescimento global de 10%, face ao ano anterior, anunciou a companhia, há dias, no município de Cacuso, província de Malanje.

De acordo com o director-geral da BIOCOM, Uirá Ribeiro, que falava durante a cerimónia de abertura oficial da 10ª safra (início da produção agrícola), “a empresa enfrenta um momento desafiador, tendo concluído o seu processo de restruturação financeira em Novembro de 2022, após uma longa jornada de negociações e com a necessidade de aumentar a sua produção para poder honrar os compromissos assumidos com os bancos e accionistas”.

Apesar da conjuntura marcada pela crise económica internacional e pela guerra na Ucrânia, que afectou de forma considerável o preço das matérias-primas, a variação cambial e os preços de energia, prosseguiu o responsável, “a Biocom cresceu e afirmou-se como uma das empresas estratégias do país, apostando na criação de emprego e no desenvolvimento económico e social de Malanje”.

Por sua vez, em declarações à emprensa, o director de Relações Institucionais da empresa, Luís Adriano Júnior, falou das perspectivas da empresa, que decidiu repor a marca Kapanda no mercado. Questionado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA sobre o investimento a ser feito na presente safra [2023], disse não dominar o tema, referindo, no entanto, que “todos os anos a empresa adquire equipamentos e acrescenta áreas de cultivo da cana-de-açúcar”.

Por outro lado, Luís Adriano Júnior sublinhou que com o plano de negócio que está a ser concluído, a empresa perspectiva atingir a capacidade máxima de produção de 250 mil toneladas de açúcar em 2028, com o trabalhos de irrigação e plantio de 40 mil hectares.

Já o secretario de Estado para Agricultura, João Cunha, que testemunhou o acto de abertura da safra, avançou que Angola deixou de importar 40% do açúcar, uma poupança que considera “extraordinária” para os cofres do Estado. “Acreditamos que esta percentagem vai continuar a crescer e que brevemente haverá uma redução substancial da importação e um consumo cada vez maior do produto”, perspectivou.

Com uma capacidade instalada para produzir 2,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, numa área de 40 mil hectares, 250 mil toneladas de açúcar cristal branco, 37 mil metros cúbicos de álcool neutro, a Biocom quer influenciar o desafio da redução das importações dos produtos da cesta básica, apostar no desenvolvimento sustentável, na responsabilidade social e ambiental.

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