O Banco Nacional de Angola (BNA) prevê que o total de financiamentos a serem concedidos pelos 20 bancos comerciais que participam do “Aviso 10” ultrapasse, até ao final de 2021, a fasquia dos mil milhões de dólares em créditos para o fomento à produção nacional e substituição das importações, soube a FORBES de fonte da administração daquele organismo.
Constituído com o obejectivo de fazer andar várias iniciativas do Governo que tendem a incentivar a concessão de crédito pelas instituições financeiras bancárias para o fomento da produção de bens essenciais que apresentam défices de oferta no país, o banco central considera que a iniciativa cumpre as metas previstas.
Até Agosto, os bancos comerciais já tinham aprovados um total de 288 novos créditos ao sector real da economia, 211 dos quais com desembolsos efectivados. Assim, desde a concepção, em 2020, os operadores do mercado bancário angolano já libertaram um total de 906,59 milhões de dólares para fomentar a produção nacional.
“Até aqui, este é o programa de maior sucesso na concessão de crédito ao sector real da economia, sem o envolvimento de capitais públicos”, regozijou-se a fonte do BNA, que diz não ter dúvida de que, até 31 de Dezembro deste ano, o programa supere a fasquia dos mil milhões de dólares.
O mais recente relatório sobre o programa referente a Agosto revela que, no período, foram desembolsados um total de 6 novos créditos ao sector real da economia, no âmbito do Aviso n. º10/2020. Já o montante desembolsado pelos bancos comerciais no período totalizou 564,83 milhões de dólares (564.834.351,35 mil milhões de Kwanzas, na moeda local) representando um acréscimo acima de 2%, face a Julho deste ano.
Das contas de Agosto, somam-se as estatísticas do número de novos postos de trabalho criado. Assim, o banco central contabiliza em 24.614 novos postos de trabalhos desde a entrada em vigor do Aviso n.º 10 até Agosto deste ano, com realce às industrias das bebidas, alimentar e de transformação, responsáveis por 67,55% dos novos postos de trabalho.
No que toca ao montante desembolsado por dimensão de empresa, o sector das grandes empresas aparece na liderança, com um encaixe de 186,73 mil milhões de kwanzas, ou seja, 53,22%, seguida das médias empresas, com 141,34 mil milhões de kwanzas, correspondentes a 40,29% do total libertado, e das micro e pequenas empresas, que levaram 14,13 mil milhões de kwanzas (4,03% e 8,64 mil milhões de kwanzas (2,46%), respectivamente.
Apesar destes avanços, continua a persistir um número baixo de bancos que já libertaram a totalidade dos recursos de créditos a que estão obrigados pela regra. Ou seja, até Agosto, os Bancos de Negócio Internacional (BNI) e Yetu de Elias Piedoso Chimuco eram os únicos que tinham observados os mínimos de projectos a financiar impostos pelo regulador.





