A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) mobilizou, nos últimos quatro anos, um total de 417 mil milhões de kwanzas, avançou esta Quinta-feira, 12, em Luanda, Dilson Gaspar, administrador executivo da instituição.
“É um número que nos agrada, mas não nos conforta. Entendemos que ainda podemos mais, podemos trazer mais entidade e que possam, de facto, se financiar. O mercado começa a ser de facto um motor de financiamento da economia”, salientou.
O administrador executivo, que falava no Fórum BODIVA 2026, realizado sob o lema “Mercado de Capitais 4.0: Inovação e o Futuro do Financiamento em Angola”, recordou que em 2023 foram registados cerca de 5 mil negócios, em 2024 o mercado decidiu duplicar e que em 2025 mais que duplicaram, saindo de 10 mil por ano para 37 mil.
“Foi feito um trabalho de mobilização, de consistência, capitação de novos investidores e novos instrumentos que animam o nosso mercado. 37 mil negócios parece pouco para outras economias, mas para nós representa um orgulho”, assegurou.
Referindo-se aos montantes negociados pelos membros, Dilson Gaspar destacou o BFA Capital Markets que negociou 1.98 biliões de kwanzas.
Por outro lado, a administradora executiva da BODIVA, Natália de Jesus, afirmou que em 2025 a central de valores mobiliários registou um total de 12.931 conta de custodia, o que representa um crescimento de 60%, quando comparado com o número de contas abertas em 2024.
“Em 2025 a central de custodia, detinha 17.14 biliões de kwanzas, uma contribuição dos 41 mil investidores. A central de valores integrou 40 emissões, 33 para o emitente Estado e sete obrigações privadas”, referiu a administradora, destacando as obrigações corporativas da Etu Energias com 73 mil milhões de kwanzas e a do BAI que terminou em Janeiro deste ano.
“Tivemos ainda integrações das acções do Standar Bank, as obrigações da Griner, duas integrações geridas pelo BFA Gestão de Activos e uma unidade de participação gerida pela Prospectum Capital. Essas sete integrações contribuíram para um aumento de 188 mil milhões junto das central de valores mobiliários”, acrescentou.





