Brasil sucede Cabo Verde e assumirá a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas) no biénio 2026-2026, durante a 9ª Reunião e, ficará à frente do mecanismo por um período de dois a três anos.
A 9.ª Reunião Ministerial da Zopacas, que decorreu esta Quarta-feira, 08, e Quinta-feira, 09, no Brasil, “constitui uma importante plataforma de diálogo político e concertação entre os Estados do Atlântico Sul, alinhando-se com as prioridades da política externa cabo-verdiana, nomeadamente nas áreas da segurança marítima, sustentabilidade ambiental e diplomacia científica”.
O objectivo central do Zopacas é manter a região livre de armas de destruição em massa e promover a cooperação política e estratégica entre os membros.
Durante a reunião, esteve aberta a assinatura e adesão à Convenção sobre a Protecção do Ambiente Marinho do Atlântico Sul.
Criada em 1986 por resolução da Organização das Nações Unidas, a Zopacas reúne 24 países banhados pelo Atlântico Sul, incluindo nações da América do Sul como Argentina, Brasil e Uruguai, e da costa oeste africana, incluindo os lusófonos Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
A reunião no Rio deve resultar na assinatura de três documentos: uma convenção sobre o ambiente marinho, uma estratégia de cooperação com áreas prioritárias de atuação e a Declaração do Rio de Janeiro, de caráter político.
A iniciativa também busca reafirmar o Atlântico Sul como uma região pacífica, evitando a influência de conflitos externos e a presença de potências de fora da área.





