O Governo de Cabo Verde tenciona avançar ainda este ano com o projetos-piloto de cobertura de rede móvel 5G nas ilhas turísticas, caso seja clarificado o bloco internacional que fornecerá os equipamentos, anunciou o presidente do conselho de administração da CVTelecom, João Domingos Correia.
Para já, a materialização do desiderato está ainda dependente de uma decisão oficial sobre quem será esse consórcio internacional que deve vender ao país as tecnologias 5G, já contratada e em via de aplicação em vários países africanos, como Angola. Ou seja, está em cima de mesa duas possibilidades: Estados Unidos da América ou China.
“O Estado vai ter de fazer alguma concessão; vai ter de clarificar aquilo que pretende em termos de tecnologias 5G, para nós podermos tomar a melhor decisão”, confirmou o chairman, citado pela Lusa.
De acordo com João Domingos Correia, todos potenciais fornecedores são parceiros de Cabo Verde. Aliás, o responsável não descarta a possibilidade de vir a ser um ou outro, mas terá de vir mesmo do Paolácio Presidencial do aruipélago.
“Vamos ter de decidir conjuntamente com o Governo qual será a tecnologia a ser instalada em Cabo Verde e seguidamente nós iremos mobilizar os recursos (…). Iremos negociar com o Governo uma concessão por conta do espectro, em termos de impostos, como facilidade para podermos fazer investimentos”, salientou.
No caso de a decisão for tomada nos próximos dias, o presidente do conselho de administração da CVTelecom qualquer uma das empresas, seja dos EUA, seja da China, o país poderá avançar ainda este ano com as primeiras coberturas de 5G, através da actual operadora que detém no país, a CV Móvel.
Estas operações ocorrem num período em que o país também equaciona fundir todas as operadoras numa única empresa em seis meses. Ou seja, dentro de seis meses, a Cabo Verde Telecom (CVTelecom), que é o grupo estatal com operadoras de telecomunicações móveis e fixa, Internet e televisão por subscrição, quer tornar-se numa única empresa.
O nome e a nova logomarca ainda são não conhecidos, mas a gestão da CVTelecom garante que o processo está em curso. “O nome ainda não sabemos, mas haverá uma só empresa do lado da CVTelecom”, apontou João Domingos Correia, noutra ocasião.
João Correia garante que esta opção vai permitir ao grupo “ganhar eficiência operacional”, além de que terá “repercussão positiva nos preços aos consumidores”.
“Vai representar uma grande facilidade na vida do cliente consumidor, que passará a ter uma única fatura, que passará a ter um único interlocutor e quando tiver de resolver os seus problemas não tem de se dirigir às seis empresas separadamente, mas sim a uma única empresa”, garantiu.





