Cabo Verde apela ao “suporte” do FMI para convencer comunidade internacional e investidores

Cabo Verde precisa do “suporte” do Fundo Monetário Internacional (FMI), ao nível das políticas económicas, para poder “convencer a comunidade internacional” e os investidores, admitiu esta semana o vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia. Fontes do executivo cabo-verdiano avançaram que o Governo pretende discutir com o FMI um novo programa de “reformas económicas estruturais” no…
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Apoio visa convencer a comunidade internacional e os investidores a não deixarem de acreditar e investir em Cabo Verde e em programas de reformas económicas estruturais, segundo o Governo.
Economia

Cabo Verde precisa do “suporte” do Fundo Monetário Internacional (FMI), ao nível das políticas económicas, para poder “convencer a comunidade internacional” e os investidores, admitiu esta semana o vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia.

Fontes do executivo cabo-verdiano avançaram que o Governo pretende discutir com o FMI um novo programa de “reformas económicas estruturais” no arquipélago.

“Nós sempre tivemos o concurso do FMI com programas PCI ao longo dos últimos anos. Tivemos no passado programas do Fundo com financiamento e nós estamos a trabalhar porque precisámos do suporte do FMI para que possamos ter políticas macroeconómicas saudáveis, perenes, para que possamos convencer a comunidade internacional, mas também os administradores privados nacionais e estrangeiros”, disse ainda Olavo Correia.

O governante, segundo a Lusa, referiu também que a cooperação, “cada vez mais estreita com o FMI”, é um activo muito importante para Cabo Verde. “Foi no passado e continuará a ser também no futuro”, perspectiva.

Em Janeiro de 2021, o FMI concluiu o apoio técnico a Cabo Verde, através do Instrumento de Coordenação de Políticas (PCI, na sigla em inglês), iniciado em 15 de Julho de 2019 e que visou apoiar as reformas em curso no Estado, nomeadamente ao nível do sistema fiscal e privatizações, execução condicionada pela pandemia da Covid-19.

No dia 16 de Março deste ano, uma missão do FMI iniciou o acompanhamento da economia cabo-verdiana, a qual vai decorrer até 24 do mesmo mês, para traçar as principais linhas do novo programa.

“Esta missão tem por objectivo discutir sobre um novo programa de reformas económicas que o Governo de Cabo Verde quer negociar com o FMI”, afirmou a mesma fonte governamental.

Acrescentou que, “à semelhança do programa assinado em 2019 com o FMI – de apoio técnico, sem envelope financeiro”, o Governo de Cabo Verde quer continuar a implementar importantes reformas estruturais, possibilitando um ambiente macroeconómico estável e favorável ao investimento, crescimento e sustentabilidade das finanças públicas.

“Além dos desafios já existentes, no momento, é necessário fazer uma avaliação do impacto da pandemia da Covid-19 e da guerra na Ucrânia, na economia cabo-verdiana”, sustentou, referindo que ao longo dos próximos dias serão apresentadas as discussões sobre as políticas monetária e orçamental, em relação aos resultados de 2021 e implicações para 2022.

O objectivo, refere o Governo, é a preparação do país para a retoma, assente num crescimento sustentável, pelo que “o suporte dos nossos parceiros de desenvolvimento tem sido importante, e é hoje ainda mais crucial para a implementação da agenda deste Governo”.

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