Cabo Verde vai assumir a coordenação técnica da PROCULTURA II, o programa que tem como objectivo promover a cooperação cultural e o desenvolvimento das indústrias criativas no espaço lusófono. A iniciativa é financiada pela União Europeia, cofinanciada e gerida pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, e conta ainda com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
Segundo o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Augisto Veiga, esta nova responsabilidade decorre “do posicionamento estratégico de Cabo Verde na liderança de iniciativas regionais na área da cultura, reforçando o compromisso do país com a integração cultural, a cooperação internacional e a consolidação de políticas públicas voltadas para as indústrias culturais e criativas”.
A nova fase sucede ao PROCULTURA I, implementado ao longo dos últimos sete anos, que apoiou dezenas de projectos culturais, programas de formação e iniciativas de valorização do património e das indústrias criativas nos países participantes. O programa representou um investimento de cerca de 19 milhões de euros em projectos criativos, criação de emprego no sector cultural, apoio à mobilidade artística entre outras iniciativas.
A delegação cabo-verdiana participa na cerimónia de encerramento da primeira fase do programa, em Maputo, num encontro que reúne decisores públicos, parceiros institucionais, artistas e profissionais da cultura para fazer o balanço dos resultados alcançados ao longo de sete anos de implementação do projecto.
Além da componente institucional, que irá receber a missão de coordenar a 2ª fase do projecto, compõem também a delegação cabo-verdiana o grupo de teatro Sikinada, que apresenta a peça “Última Lua de Homem Grande”, a bailarina Elisabete Fernandes, da Companhia de Dança Raiz di Polon, e a cantora Solange Cesarovna, especialista em direitos de autor.





