Cabo Verde com novo programa de ajuda da ONU de 115 milhões de euros

115 milhões de euros é o valor que as Nações Unidas (ONU) vão disponibilizar para Cabo Verde através de um novo programa de cooperação (2023-2027), para ajudar o país a "preparar-se para choques e concentrar-se nos mais vulneráveis". A informação foi avançada pela coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas no arquipélago, Ana Graça, no…
ebenhack/AP
Preparação para choques externos, ajudar a recuperar das crises da covid-19, da seca e da guerra na Ucrânia, bem como erradicação da extrema pobreza são as prioridades
Economia

115 milhões de euros é o valor que as Nações Unidas (ONU) vão disponibilizar para Cabo Verde através de um novo programa de cooperação (2023-2027), para ajudar o país a “preparar-se para choques e concentrar-se nos mais vulneráveis”.

A informação foi avançada pela coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas no arquipélago, Ana Graça, no âmbito de uma reunião de apresentação e validação do novo quadro de cooperação em Cabo Verde.

A diferença neste novo modelo de parceria é a participação de mais agências e entidades da ONU que não faziam parte, como é o caso da Comissão Económica da África, a Organização Internacional do Comércio, a Organização das Telecomunicações, o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI).

A preparação de Cabo Verde para enfrentar choques externos e ajudar a recuperar das crises da covid-19, da seca e da guerra na Ucrânia, a erradicação da extrema pobreza, concentrando-se nos mais vulneráveis, são as prioridades do programa, que engloba ainda o desenvolvimento do capital humano e social, saúde, educação, proteção social, a transformação económica e transição energética e uma governação mais modernizada, de acordo com Ana Graça.

O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, afirmou que as Nações Unidas são um parceiro “confiável, previsível, de todos os tempos e competente”, que tem participado na construção de um Cabo Verde futuro, moderno, de paz, democrático e de desenvolvimento.

“O país tem dois desafios importantes nos próximos anos, começando por vencer as crises que decorrem das alterações climáticas, da pandemia de covid-19 e da guerra na Ucrânia, mas também preparar-se para o futuro”, assegurou o também ministro das Finanças.

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