Cabo Verde condiciona cooperação com China a benefício mútuo 

O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, defendeu que a cooperação com a China tem de ser "na base do benefício mútuo" e não "meramente comercial", que obrigue a um elevado endividamento público dos países africanos. À margem das Reuniões de Primavera 2024 do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, Olavo Correia confirmou que Cabo Verde…
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Vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, defende que a cooperação com a China tem de ser "na base do benefício mútuo" e não "meramente comercial", que obrigue a um elevado endividamento.
Economia

O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, defendeu que a cooperação com a China tem de ser “na base do benefício mútuo” e não “meramente comercial”, que obrigue a um elevado endividamento público dos países africanos.

À margem das Reuniões de Primavera 2024 do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, Olavo Correia confirmou que Cabo Verde já tem projectos prontos a serem apresentados no quadro da cooperação com a China e que “alguns privados estão a ser ultimados” a fazê-lo, mas avaliou que a abordagem com Pequim “não pode ser apenas numa lógica de projectos”.

“Isso não vai resolver problema nenhum, isso não vai resolver os problemas de África, nem de Cabo Verde. É importante, como é óbvio, mas a abordagem com a China tem de ser mais transformativa, mais estruturante, mais ancorada no desenvolvimento, mais desenvolvimentista, tem de ser ancorada numa nova qualidade da cooperação e não apenas em projetos”, defendeu.

“Mesmo que sejam grandes, não vão resolver o problema do continente africano nem de Cabo Verde, e nós queremos que a China seja um parceiro para ajudar a resolver os problemas candentes com que África se debate, como o acesso a energia, à água, ao saneamento, à habitação, à educação. Mas também hoje, e cada vez mais, a quarta revolução industrial – felizmente tecnológica -, em que a China também tem um papel importante e que pode colocar ao serviço do desenvolvimento do continente africano”, acrescentou.

 A China e os países lusófonos, diz a Lusa, voltam a reunir-se em Macau na segunda-feira, após um interregno de oito anos e o fim da pandemia da covid-19, para relançar o comércio e investimento.

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