Cabo Verde eterniza qualificação para o Mundial 2026 com moeda e selo comemorativos

A histórica qualificação de Cabo Verde para o Mundial de Futebol de 2026 vai ficar perpetuada no património nacional através da emissão de uma moeda comemorativa de 200 escudos e de um selo postal especial dedicados aos “Tubarões Azuis”, a selecção nacional que alcançou aquele que é considerado um dos maiores feitos da história do…
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Cabo Verde vai assinalar a histórica qualificação para o Mundial de Futebol de 2026 com a emissão de uma moeda comemorativa e de um selo postal dedicados aos “Tubarões Azuis”, denominação da seleccção nacional da modalidade.
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A histórica qualificação de Cabo Verde para o Mundial de Futebol de 2026 vai ficar perpetuada no património nacional através da emissão de uma moeda comemorativa de 200 escudos e de um selo postal especial dedicados aos “Tubarões Azuis”, a selecção nacional que alcançou aquele que é considerado um dos maiores feitos da história do desporto cabo-verdiano.

A medida consta do Decreto-Regulamentar n.º 3/2026, publicado a 3 de Junho, através do qual o Governo pretende assinalar e preservar a memória da primeira participação de Cabo Verde numa fase final de um Campeonato do Mundo de futebol.

No diploma, o Executivo considera que a qualificação representa “uma conquista histórica e uma victória do povo cabo-verdiano”, destacando os valores de determinação, trabalho colectivo e resiliência que estiveram na base do percurso da selecção nacional.

A emissão monetária será composta por moedas metálicas com valor facial de 200 escudos, até ao limite máximo de 24.250 unidades. Embora tenham curso legal, a legislação estabelece que ninguém poderá ser obrigado a receber, num único pagamento, mais de 5.000 escudos nesta moeda, excepção feita ao Estado, ao Banco de Cabo Verde e às instituições financeiras autorizadas.

Mais do que um instrumento monetário, a moeda assume um carácter simbólico e coleccionável, inserindo-se numa estratégia de valorização dos momentos marcantes da história nacional através da numismática (a ciência e o estudo de moedas, cédulas, medalhas e condecorações).

O desenho escolhido procura traduzir a dimensão desportiva e identitária da conquista. A composição artística integra o tubarão-azul, mascote da selecção nacional, associado a valores como resiliência, estratégia e superação. A imagem é complementada por figuras de jogadores em acção, adeptos em celebração, a bandeira nacional e elementos inspirados no mar, numa referência à condição arquipelágica de Cabo Verde.

No anverso surgirá a inscrição “Tubarões Azuis – Nôs orgulho, Nôs conquista”, acompanhada de uma referência ao Mundial de Futebol de 2026. Já o reverso apresentará o valor facial de 200 escudos, a inscrição “Banco de Cabo Verde” e uma bola estilizada, símbolo universal da modalidade.

Paralelamente, será colocado em circulação o selo postal comemorativo intitulado “Primeira Presença de Cabo Verde no Mundial de Futebol – 2026”, que passará a circular juntamente com os selos actualmente em vigor.

A emissão filatélica inclui selos de 40 e 60 escudos, cada um com uma tiragem de 40 mil exemplares, bem como um bloco comemorativo de 200 escudos com cinco mil unidades e um envelope de primeiro dia com selos no valor de 400 escudos.

O decreto prevê ainda a produção de versões especiais destinadas ao mercado numismático e de coleccionadores, incluindo exemplares em ouro, prata e cuproníquel, com acabamentos diferenciados e tiragens limitadas, o que poderá aumentar o seu interesse patrimonial e valor futuro junto de investidores e apreciadores deste segmento.

A iniciativa reflecte também a crescente valorização da economia da cultura, do desporto e das indústrias criativas enquanto instrumentos de projecção internacional do país, transformando um feito desportivo numa peça de memória colectiva e de afirmação nacional.

O diploma foi aprovado em Conselho de Ministros a 28 de Maio, promulgado pelo Presidente da República, José Maria Pereira Neves, a 2 de Junho, tendo entrado em vigor no dia seguinte à sua publicação

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