O Governo de Cabo Verde inaugurou nesta Quarta-feira, 11, em Sal, a nova Extensão da Central Eléctrica e o Sistema de Armazenamento de energia em Baterias, localizado no Parque eólico, na ilha do Sal, num investimento de 30 milhões de euros que duplica a capacidade térmica actualmente existente.
O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, informou que esta infra-estrutura moderna e eficiente reduz custos operacionais, através da utilização de fuel, mais barato do que o gasóleo, e está preparada para operar num contexto de elevada penetração de energias renováveis, garantindo flexibilidade e estabilidade ao sistema eléctrico da ilha.
“O Sal tem registado um crescimento acelerado da procura de energia, com aumento de 60% desde 2016, fortemente impulsionado pelo turismo. Estes investimentos respondem com visão estrutural e de longo prazo a essa dinâmica”, sublinhou o governante.
No entanto, Silva ressaltou que, a ilha do Sal fica hoje melhor servida e mais preparada para o futuro, com maior sustentabilidade num factor essencial para a economia e para as pessoas.
Segundo um comunicado do Governo de Cabo Verde, foi também inaugurado o novo Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias, um investimento de seis milhões de euros, que reforça em sete vezes a capacidade de armazenamento de energia renovável na ilha.
“Este investimento permite maximizar o aproveitamento da produção solar e eólica e contribui para maior estabilidade, segurança e qualidade no fornecimento de energia”, disse Ulisses.
Com o Parque Solar de 5 MW, inaugurado no final de 2024 (investimento de cinco milhões de euros), e com estas novas baterias, a penetração de energias renováveis no Sal ultrapassará os 40%, acima da média nacional prevista para 2026, que é de 35%.
“É um passo estruturante para responder ao crescimento acelerado da procura de energia na ilha, impulsionado sobretudo pelo turismo. Manifesto a minha satisfação pela parceria com a Cabeólica e com os parceiros financiadores. Seguimos firmes na transição energética”, declarou o primeiro-ministro.





