Cabo Verde viveu este domingo um dos momentos mais marcantes da sua história recente. No dia em que o arquipélago celebrou a sua Independência, a seleção nacional regressou ao país depois de uma campanha inédita no Mundial de 2026, onde fez história ao chegar à fase a eliminar e ao cair apenas perante a Argentina, campeã do mundo, num jogo decidido no prolongamento.
A chegada dos Tubarões Azuis ao Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Praia, transformou-se numa celebração popular. Bandeiras, cânticos, camisolas da seleção e manifestações de orgulho marcaram a recepção aos jogadores, equipa técnica e dirigentes, que foram recebidos como verdadeiros heróis nacionais por uma enorme multidão.
Mais do que o desfecho desportivo, ficou a dimensão simbólica de uma caminhada que mobilizou o país e a diáspora. Cabo Verde estreou-se num Mundial, competiu frente a algumas das maiores seleções do mundo e mostrou uma imagem de ambição, organização e talento que ultrapassou as quatro linhas.
O guarda-redes Vozinha destacou precisamente o impacto que esta participação poderá ter nas novas gerações e no futuro do desporto cabo-verdiano. “Espero que esta participação inspire os mais jovens e também motive mais investimento no desporto nacional”, afirmou.
Também o selecionador nacional, Pedro “Bubista” Brito, sublinhou o orgulho no percurso da equipa. “Representámos o país com muita dignidade. Estou orgulhoso dos meus jogadores e mostrámos que podemos defrontar qualquer equipa”, declarou.
A eliminação frente à Argentina, por 3-2, no prolongamento, não apagou o sentimento de conquista. Pelo contrário, reforçou a ideia de que a seleção nacional saiu da competição de cabeça erguida, depois de discutir o resultado até ao fim contra uma das maiores potências do futebol mundial.
Os jogadores e equipa técnica desfilaram num trio elétrico pelas ruas da capital onde milhares de pessoas os aguardavam. A festa culminou no largo de Quebra Canela, onde jogadores e adeptos celebraram a caminhada histórica dos Tubarões Azuis no Mundial.
Entre aplausos e emoção, a mensagem repetiu-se: a seleção perdeu um jogo, mas ganhou um lugar definitivo na história do futebol.





