Caixa Geral de Depósitos conclui alienação da sua participação no BCA de Cabo Verde

A Caixa Geral de Depósitos formalizou recentemente, em Cabo Verde, a venda de acções representativas de 59,81% do capital social do Banco Comercial do Atlântico (BCA), instituição cotada na Bolsa de Valores do país, à Coris Holding, por um preço global de 82 milhões de euros. A concretização da venda do BCA, segundo comunicado divulgado…
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Com a conclusão desta operação, a presença da Caixa em Cabo Verde continuará a ser assegurada através do Banco Interatlântico, renovando-se o compromisso de continuar a contribuir para o desenvolvimento económico e social do país, explica a instituição em comunicado.
Economia

A Caixa Geral de Depósitos formalizou recentemente, em Cabo Verde, a venda de acções representativas de 59,81% do capital social do Banco Comercial do Atlântico (BCA), instituição cotada na Bolsa de Valores do país, à Coris Holding, por um preço global de 82 milhões de euros.

A concretização da venda do BCA, segundo comunicado divulgado pela instituição, corresponde ao cumprimento de um objectivo estratégico de restruturação da presença do Grupo Caixa em Cabo Verde, encerrando um ciclo de mais de duas décadas em que foi acionista de dois bancos no país.

“Com a conclusão desta operação, a presença da Caixa em Cabo Verde continuará a ser assegurada através do Banco Interatlântico, renovando-se o compromisso de continuar a contribuir para o desenvolvimento económico e social do país, através do apoio aos seus clientes e agentes económicos”, lê-se no documento.

Segundo o comunicado, a participação do Grupo Caixa Geral de Depósitos no BCA foi alienada por um preço global de 82 milhões de euros, gerando uma mais-valia para a Caixa de 19,3 milhões de euros e um impacto positivo de 40 pontos base no seu rácio CET1, resultante da conjugação da mais-valia e da redução dos activos ponderados pelo risco.

Na sequência do processo anunciado a 14 de Março de 2024 e após a decisão de não oposição do Banco de Cabo Verde, conhecida a 24 de Novembro de 2025, realça a nota, este período permitiu às autoridades de Cabo Verde esclarecer todos os aspectos que entendeu relevantes, e também ao comprador aprofundar o seu conhecimento sobre o BCA.

“As participações detidas pelas restantes instituições e entidades em Cabo Verde não foram englobadas na transação”, refere.

A primeira tentativa de alienação do BCA, em 2020, explica o documento, não se concretizou porque a Caixa entendeu que não estavam reunidas as condições para prosseguir com a venda desta participação em termos que defendessem os interesses da Caixa e do BCA.

“O processo foi retomado noutro contexto, assegurando o respeito pelas melhores práticas de compliance e de governance, e sujeito às necessárias aprovações regulatórias”, conclui.

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