Centro de valorização de resíduos ambiciona gerar fontes alternativas de rendimento e estimular economia circular no Mussulo

O primeiro Centro de Valorização de Resíduos Mussulo, inaugurado este Sábado na capital angolana, Luanda, ambiciona estimular os princípios da economia circular, promovendo a recuperação de materiais recicláveis e a sua reintegração na cadeia produtiva, em alinhamento com a política nacional de gestão de resíduos. Trata-se de um projecto que visa mobilizar a população, reforçar…
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Desenvolvido e implementado através de um investimento de1,7 milhões de dólares, o projecto estima que cerca de 7 mil pessoas sejam beneficiadas, directa ou indirectamente, abrangendo todos os bairros do município do Mussulo. 
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O primeiro Centro de Valorização de Resíduos Mussulo, inaugurado este Sábado na capital angolana, Luanda, ambiciona estimular os princípios da economia circular, promovendo a recuperação de materiais recicláveis e a sua reintegração na cadeia produtiva, em alinhamento com a política nacional de gestão de resíduos.

Trata-se de um projecto que visa mobilizar a população, reforçar a recolha selectiva e o reaproveitamento de resíduos, gerar fontes alternativas de rendimento para a população e dinamizar a economia local.

A iniciativa é do projecto Ekoar, promovido pela Plataforma Social Kuena, que visa a promoção da educação ambiental e a melhoria de infra-estruturas destinadas à recolha selectiva de resíduos sólidos pós-consumo, assim como formação e profissionalização de catadores informais de resíduos, com vista à sua capacitação e eventual integração como operadores de reciclagem no sistema organizado de gestão de resíduos.

Desenvolvido e implementado através de um investimento de 1,5 mil milhões de kwanzas (1,7 milhões de dólares), o projecto estima que cerca de 7 mil pessoas sejam beneficiadas, directa ou indirectamente, abrangendo todos os bairros do município do Mussulo.

Lilian Weyll, presidente da Plataforma Social Kuena, ressaltou que o Projecto Ekoar representa um compromisso claro com a construção de um modelo mais sustentável de desenvolvimento, assente na valorização dos recursos, na inclusão social e na criação de oportunidades económicas para as comunidades.

O nome ‘Ekoar’ carrega um significado muito particular para nós, pois representa a ideia de ecoar boas práticas, ecoar consciência e ecoar responsabilidade. Queremos que esta iniciativa não se limite a este momento nem a este lugar. Queremos que ela ecoe nas comunidades, escolas, famílias e futuras gerações”, frisou.

Já o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, padrinho do peojecto, disse que a iniciativa expressa uma visão de um futuro onde o desenvolvimento económico caminha lado a lado com a inclusão social e a preservação ambiental.

“Num tempo em que os desafios ambientais se tornam cada vez mais urgentes, somos chamados a agir com responsabilidade, mas também com criatividade e ambição. A gestão de resíduos deixa, assim, de ser apenas uma necessidade e transforma-se numa oportunidade — oportunidade de gerar emprego, de capacitar pessoas, de criar valor e, acima de tudo, de dignificar comunidades”, reforçou.

Numa primeira fase, os pontos verdes do projecto vão receber produtos de plásticos como garrafas de água comercializadas, garrafas de refrigerantes, garrafas de bebidas desportivas, frascos de condimentos, garrafas de leite e sumo, embalagens de detergentes, frascos de champô, sacos de compras, embalagens alimentares transparentes, película aderente, sacos de frutas e legumes, sacos de compras, sacos de lixo, embalagens de iogurtes, entre outros.

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