Cidade Velha celebra 14 anos de elevação a património Imaterial da Humanidade

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, através do Instituto do Património Cultural (IPC) e a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago deram início às intervenções nas casas da Rua de Banana. A Rua de Banana é a mais antiga rua construída pelos portugueses em África e tornou-se num dos…
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O 14º aniversário da classificação da Cidade Velha, em Cabo Verde, a Património Imaterial da Humanidade é assinalado com o arranque de obras de reabilitação no centro histórico.
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O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, através do Instituto do Património Cultural (IPC) e a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago deram início às intervenções nas casas da Rua de Banana.

A Rua de Banana é a mais antiga rua construída pelos portugueses em África e tornou-se num dos principais símbolos do património edificado da Cidade Velha, desde que foi elevada a Património da Humanidade em 2009. A rua mantém muito da traça original, que data do século XV, nomeadamente o conjunto de casas térreas de pedra e cal e cobertura de palha ou folha de bananeira.

As obras de reabilitação respondem a uma reivindicação antiga dos moradores que querem devolver à rua o seu aspeto rústico e de interesse turístico que reside na manutenção da arquitetura original.

A Rua de Banana faz parte do roteiro histórico da Cidade Velha, que é composto pela Fortaleza de São Filipe, a Sé Catedral, o Pelourinho, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e o Convento de São Francisco. Tudo edificações dos séculos XV e XVI. As primeiras obras de intervenção nas casas da Rua de Banana estão orçadas em 27.200 euros (3.000.000 de escudos cabo-verdianos) e vão incidir sobretudo sobre os telhados.

A Cidade Velha foi elevada a Património Imaterial da Humanidade pela Unesco em Junho de 2009, reconhecendo o papel deste local na história do tráfico negreiro em toda a costa ocidental africana e a sua importância nas trocas comerciais e no comércio de escravos no atlântico. É-lhe atribuído o título de “berço da caboverdianidade”, tendo sido ali a primeira capital de Cabo Verde e a génese do povoamento do arquipélago.

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