A Nossa Seguros registou, em 2025, o melhor desempenho da sua história, ao ultrapassar, pela primeira vez no sector segurador privado angolano, a marca dos 100 mil milhões de kwanzas em prémios brutos emitidos. A companhia fechou o ano com 116,1 mil milhões de kwanzas (cerca de 125,9 milhões USD), consolidando uma quota de mercado de 21% e um total de 315.275 apólices activas, números que reforçam a sua posição como líder do mercado privado em Angola.
O crescimento de 49% reflecte uma estratégia deliberada de diversificação da carteira, combinando a consolidação no segmento corporativo com uma aposta crescente no segmento de particulares, cujo peso duplicou de 9% para 18%. Esta evolução resulta de investimento em canais digitais e directos, bem como da introdução de soluções mais acessíveis, como os produtos Saúde Mwangolé, Vida Fixe e Amparo Familiar, num esforço claro de massificação do seguro num mercado ainda subpenetrado.
“O crescimento registado resultou de uma abordagem consistente e alinhada com os critérios de prudência que norteiam a nossa gestão”, afirmou Hélder Aguiar, Presidente do Conselho de Administração.
Já Alexandre Carreira, Presidente da Comissão Executiva, enquadra os resultados numa trajectória de longo prazo: em cinco anos, os prémios emitidos cresceram de 25 para 116 mil milhões de kwanzas. “Estamos a construir uma companhia com dimensão, com solidez e com capacidade de chegar a mais angolanos”, destacou.
O ramo Saúde manteve-se como pilar central da operação, com um crescimento de 48%, atingindo 46 mil milhões de kwanzas, num contexto em que o acesso a cuidados médicos continua a ser um desafio estrutural em Angola. Já o ramo Vida destacou-se como principal motor de expansão, triplicando a produção para 20,2 mil milhões de kwanzas (+231%), impulsionado, entre outros factores, pela dinamização do seguro associado ao crédito bancário.
Em conjunto com o ramo Automóvel, estas linhas de negócio sustentaram a trajectória de crescimento da companhia, que encerrou o exercício como líder de mercado nos ramos Vida e Automóvel, evidenciando uma execução consistente da sua estratégia de diversificação.
Do ponto de vista técnico, a Nossa Seguros apresentou uma taxa de sinistralidade de 32%, significativamente abaixo da média do mercado (41%), segundo dados provisórios da Associação Angolana de Seguradoras (ASAN). Apesar de um aumento de 57% nos custos com sinistros, para 37,6 mil milhões de kwanzas – influenciado pelo crescimento da carteira, pela inflação dos custos médicos e por sinistros de maior dimensão –, a estabilidade da taxa evidencia disciplina na subscrição e controlo de risco.
A robustez financeira mantém-se como um dos principais pilares da companhia. O resultado líquido cresceu 22%, para 13,3 mil milhões de kwanzas, enquanto o retorno sobre capitais próprios se fixou em 32%, acima das alternativas disponíveis no mercado financeiro angolano. A margem de solvência de 257% e a cobertura das provisões técnicas líquidas de 154% colocam a seguradora confortavelmente acima dos requisitos regulamentares definidos pela ARSEG, assegurando capacidade de expansão sem comprometer a solidez.
A seguradora terminou o ano com 239.706 clientes e 232 colaboradores, distribuídos por 26 agências próprias em 16 das 21 províncias do país, além de uma rede de 277 corretores e mediadores, canal de bancassurance e presença digital através da NOSSA App.
Num movimento de reforço da governação, a Assembleia Geral de Accionistas elegeu dois novos Administradores – Firmino Macuácua e Márcia Costa – para a Comissão Executiva, sujeitando-se as nomeações à validação da ARSEG, em linha com as exigências regulatórias.
Com duas décadas de actividade, a Nossa Seguros, participada maioritariamente pelo BAI – Banco Angolano de Investimentos, consolida-se como a maior seguradora privada em Angola, num mercado onde escala, eficiência operacional e capacidade de inovação começam a definir a nova hierarquia competitiva.





