Angola comercializou mais de um milhão 347 mil 543 toneladas métricas (TM) de combustíveis líquidos, o que representa um crescimento de cerca de 4,7% face ao trimestre anterior, sinalizando uma retoma gradual da dinâmica do sector, informou esta Quinta-feira, 19, o director-geral do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), Luís Fernandes.
Durante a reunião de Balanço referente ao 4.º Trimestre de 2025, o responsável do IRDP disse que a comercialização teve maior destaque para o gasóleo, que representou 58,9% do total.
“Do volume total comercializado, o gasóleo manteve-se como o principal produto, representando 58,9%, seguido da gasolina com 23,3%, o fuel oil correspondeu a 6,4%, o MGO (combustível utilizado em navios e embarcações comerciais, especialmente em motores diesel marinhos) a 5,2%, o Jet A-1 a 4,3%, enquanto o asfalto e o petróleo iluminante representaram 1,0% e 0,9%, respectivamente. O Avgas (combustível utilizados em avião de pequeno porte) registou uma expressão residual de 0,002%. 84% combustíveis líquidos resultaram de importações”, disse.
No entanto, ressaltou que, no segmento de Gás Petróleo Liquefeito (GPL) foram introduzidas no mercado interno 128 mil 591 TM, com crescimento de 3% nas vendas trimestrais e nos lubrificantes foram comercializados 9 mil 802 TM, representando um aumento de 23% face ao trimestre anterior.
Segundo comunicado do IRDP a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, relativamente à origem das aquisições, os dados do período indicam que 15% dos combustíveis líquidos tiveram origem na Refinaria de Luanda, 1% na CABGOC – Topping de Cabinda, enquanto 84% resultaram de importações, correspondendo a uma despesa estimada em cerca de 854 milhões de dólares norte-americanos apenas no trimestre em análise.
De forma acumulada, ao longo de 2025, indica o documento, foram adquiridas 4 milhões 722 mil 383 TM de combustíveis para comercialização, o que traduz uma ligeira variação negativa de 0,02% em relação a 2024.
Entretanto, acrescenta o comunicado, as importações representaram 73% do consumo nacional de derivados do petróleo, com uma despesa global estimada em 2,6 mil milhões de dólares, reflectindo uma redução de aproximadamente 1% face ao ano anterior.





