O Conselho de Administração da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) afastou os directores de operações, técnico e comercial, alegando a reestruturação em curso da companhia aérea estatal, a necessidade de “criar maior dinamismo” e promover a “melhoria contínua”.
Segundo duas ordens de serviço, a decisão foi tomada na última Segunda-feira, 20, em reunião extraordinária do Conselho de Administração, sendo afastados, com efeitos imediatos, Hilário Tembe, director de operações, substituído por Alexandre Barradas, Pascoal Bernardo, director técnico, substituído por Agira Nhabanga, e Maria Luísa Ferreira, directora comercial, substituída por Firmino Naftal.
A empresa sul-africana Fly Modern Ark (FMA) assumiu em Abril a gestão da LAM, avançando com um processo de revitalização da companhia aérea estatal moçambicana. As fortes dificuldades financeiras terão levado o governo moçambicano a colocar a companhia de bandeira do país sob gestão da FMA.
O ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Mateus Magala, disse anteriormente que o objectivo desta gestão é tornar a LAM uma companhia “respeitada”.
“Ainda não chegámos lá, mas os passos que foram dados de Abril até aqui são de louvar. Penso que a transformação, a mudança, está indo na direcção que nós gostaríamos de ver”, afirmou Magala, citado pela Lusa.
O diretor-executivo da FMA, Theunis Crous, afirmou em 14 de Setembro que encontrou na LAM “situações de corrupção”, fornecimento de serviços acima dos valores de mercado e outros sem contratos, responsabilizando os administradores.
*Napiri Lufánia





