Consultora portuguesa especializada em propriedade intelectual reforça presença em Angola

A J.Pereira da Cruz (JPC), empresa de consultoria portuguesa, reforçou recentemente a sua presença em Angola, ao comprar, há cerca de um mês, da PRI - firma que tem já uma forte presença em Luanda, com objectivo de alargar o campo de actuação naquele país lusófono. João Pereira da Cruz, administrador da empresa, disse à…
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A empresa J.Pereira da Cruz reforçou presença em Angola, com a aquisição da PRI, e pretende expandir-se pela lusofonia africana. O objectivo é atender empresas de diferentes segmentos de negócios.
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A J.Pereira da Cruz (JPC), empresa de consultoria portuguesa, reforçou recentemente a sua presença em Angola, ao comprar, há cerca de um mês, da PRI – firma que tem já uma forte presença em Luanda, com objectivo de alargar o campo de actuação naquele país lusófono.

João Pereira da Cruz, administrador da empresa, disse à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA que a aposta no mercado angolano não só é uma oportunidade de crescimento do negócio para a JPC, como também para as demais organizações que operam no país.

O gestor referiu que o programa de expansão da acção da JPC tem Angola como mercado prioritário para oferta de serviços que englobam empresas de diferentes sectores, que precisam de um acompanhado inovador e serviços que possam proteger a Propriedade Intelectual (PI) de cada uma delas.

Assim, considera João Pereira da Cruz, a compra da PRI consolida o interesse da JPC em reforçar as suas actividades em Angola. A aquisição, cujo valor não foi revelado, vais, de acordo com o administrador, ajuda a consultora portuguesa a cimentar os negócios na capital angolana, o que indicia um “forte investimento” no mercado africano.

Nuno Cruz, também administrador, avança que a JPC presta serviços a empresas de todos os sectores de actividade. “Orgulhamos-nos de ter como clientes algumas das mais prestigiadas empresas do sector da distribuição, vinícola, farmacêutico, tecnológico e vários outros”, disse.

Por outro lado, refere que, a sociedade que agrupa os Advogados que colaboram também com a JPC, é responsável por grande diversidade de processos judiciais em matéria de Propriedade Intelectual (Direito de Autor e Propriedade Industrial) no sector farmacêutico, designadamente, em litígios de patentes, representando várias empresas originadoras (titulares de patentes).

“Mas temos inúmeros de outros processos relativos a direitos de marca, desenhos ou modelos ou direitos de autor. A impugnação judicial (ou arbitral) das decisões proferidas pelo INPI constitui, também, uma parte importante da nossa actividade profissional. Especificamente no que diz respeito à contrafacção, representamos várias empresas nos sectores da moda e do desporto em processos aduaneiros e judiciais (cíveis e criminais). Estes processos são da ordem dos milhares”, afirma Nuno Cruz.

Fundada em 1949, a empresa especializada em Propriedade Intelectual, actua nas áreas de “Propriedade Industrial”, “Patentes e Modelos de Utilidade”, “Desenhos ou Modelos”, “Marcas e Logótipos”, “Denominações de Origem”, “Direitos de Autor”, “Domínios”!, “Denominações Sociais”, “Arbitragem”, “Franchinsing” e “Transferência de Tecnologia”.

Actualmente, o investimento da empresa está centrado apenas em Luanda, mas a J. Pereira da Cruz tem planos, a médio e a longo prazo, para a expansão ao resto do país.

A empresa familiar, que já vai na quarta geração, segundo João Pereira da Cruz, tem mais de 70 anos de experiência no sector, com escritórios em Lisboa, Porto, Leiria e Vila Real, contando com cerca de 90 colaboradores.

Com a entrada em funcionamento da empresa em Angola, a JPC vai aumentar para 100 o número de colaboradores, assim como espera ver crescer também o seu portfolio de clientes que ronda actualmente os 4 mil. Além de Angola, na África lusófona a empresa tem também representações em Moçambique e Cabo Verde, por via de parceiros locais.

João Pereira da Cruz diz à FORBES que a maioria das empresas que protegem a Propriedade Intelectual são estrangeiras, como multinacionais estrangeiras do campo farmacêutico, instrumentos médicos e de produtos de luxo. “Mesmo em Portugal ainda há muito por ser feito, para que os empresários saibam a importância da Propriedade Intelectual”, afirma.

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