O número de pessoas afectadas na actual época das chuvas em Moçambique aumentou para mais de 645.781 mil, com 112 mortos e 11.233 casas parcialmente destruídas, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com a base de dados do INGD, no período de 01 de Outubro de 2025 até 19 de Janeiro de 2026, em todo o país houve registo de ventos fortes, incêndios, cólera, chuvas intensas, acompanhados de descargas atmosféricas, cheias e inundações.
Até o dia 112 óbitos, 99 feridos, 3 desparecidos, 4.883 casas totalmente destruídas e 73.374 casas inundadas.
Dos 79 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 68 permanecem activos, com 91.310 e 11 encerrados com 12.639 pessoas.
O Governo moçambicano decretou o alerta vermelho nacional. Desde 21 de Dezembro, quase três meses depois do início da época chuvosa (que vai até Abril) e pouco antes do início da fase actual de fortes e consecutivas chuvas.
Até o momento prosseguem acções e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há vários dias, e que têm obrigado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem fortes descargas, por falta de capacidade.





