O Governo angolano encara o Corredor do Lobito como um dos suportes do programa de diversificação económica e alcance da segurança alimentar, garantiu esta Sexta-feira, 21, na província do Huambo, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
“É assim que projetamos para o corredor uma rede de plataformas logísticas e zonas de processamento agroalimentar”, disse José de Lima Massano, que discursava na abertura do Fórum de Oportunidades de Investimento ao Longo do Corredor do Lobito, um certame promovido pela Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX).
Esta, apontou o ministro, é a primeira fase de desenvolvimento do Corredor do Lobito, depois de se ter feito a modernização, com investimento público e privado.
“A plataforma logística da Caála é a primeira projectada e que começa também já a dar os seus primeiros resultados. Ela está projectada, mas, ainda assim, nós começámos com soluções transitórias até termos a plataforma em pleno funcionamento”, frisou.
Ao fazer uma abordagem sobre plataformas, José de Lima Massano referiu que que já está a acontecer do ponto de vista da promoção agropecuária e o que também está projectado com apoio e envolvimento do capital privado estrangeiro para exportação, particularmente de fruta para o mercado europeu.
“Temos no Corredor do Lobito infra-estruturas de transporte de logística em zona que se estende até à República Democrática do Congo, penetrando pela Zâmbia pelo nosso território com terras aráveis em todo o seu percurso, pontos de energia elétrica, abundância de água, juventude à procura de oportunidades, ou seja, temos os elementos essenciais para proporcionar desenvolvimento e bem-estar”, detalhou.
Considerado como um elemento central de competitividade das economias, o ministro de Estado para a Coordenação Económica sustenta que o Corredor do Lobito facilita a distribuição de bens, o acesso ao mercado dos consumidores geograficamente distantes, bem como a mobilidade de mão-de-obra.
“O Corredor do Lobito tem-se revelado, particularmente, importante na conjugação de interesses económicos entre países africanos. No âmbito da construção da Zona de Comércio Livre Continental, podendo, inclusive, potenciar a transformação local de recursos naturais, não apenas minerais, agregando valor às nossas economias”, acrescentou.