CPLP aprova 14 novas entidades como observadores consultivos

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou 14 novas entidades como observadores consultivos, numa decisão que amplia a participação de organizações da sociedade civil, instituições académicas e estruturas empresariais na organização. Entre as novas entidades estão duas de Angola, ligadas às actividades marítimas, portuárias e empresariais. A decisão, foi tomada pelo Conselho de…
ebenhack/AP
Empresas, organizações empresariais, instituições académicas e associações ligadas a sectores como comércio externo, empreendedorismo, ambiente e saúde passam a ter uma presença mais formal na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Economia

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou 14 novas entidades como observadores consultivos, numa decisão que amplia a participação de organizações da sociedade civil, instituições académicas e estruturas empresariais na organização. Entre as novas entidades estão duas de Angola, ligadas às actividades marítimas, portuárias e empresariais.

A decisão, foi tomada pelo Conselho de Ministros da CPLP durante a XXXI Reunião Ordinária, realizada a 19 de Agosto, em Díli, Timor-Leste, e abrange ainda entidades do Brasil, Moçambique e Portugal.

As organizações seleccionadas, segundo avança a Lusa, actuam em áreas como educação, ambiente, saúde, desporto, comércio externo, desenvolvimento socioambiental, empreendedorismo e participação associativa.

De Angola, passam a integrar a categoria de observador consultivo a Associação de Mulheres Marítimas e Portuárias e Actividades Conexas de Angola (AMMPACA – WIMANGOLA) e o Fórum Empresarial dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (FE-PALOP).

A entrada destas duas entidades acrescenta à CPLP uma representação mais próxima de sectores ligados à actividade económica, ao comércio e ao posicionamento das mulheres no sector marítimo e portuário.

Do Brasil foram aprovadas seis entidades: o Centro de Educação Ambiental e Preservação do Património da Universidade Federal do Paraná, o Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo (FOAESP), o Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA), a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX) e o Instituto Espinhaço – Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Socioambiental.

A lista inclui ainda, de Moçambique, a Associação de Educação de Jovens e Adultos de Nampula (ASEJANA) e o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS). De Portugal, passam a integrar a rede a Associação Internacional das Comunidades de Língua Portuguesa (CLPI), a Confederação do Desporto de Portugal, o Panathlon Clube de Lisboa e a Universidade de Lisboa/Colégio Tropical. Timor-Leste passa a estar representado pela Associação Internacional das Comunidades Luso-Asiáticas (APCA).

A atribuição do estatuto decorre dos pedidos apresentados pelas próprias entidades e do cumprimento das regras previstas nos Estatutos da CPLP e no Regulamento dos Observadores Consultivos, adoptado em 2009 e posteriormente alterado em 2016 e 2023, segundo a organização.

A expansão desta rede permite à CPLP aproximar a sua agenda institucional de actores que operam directamente em áreas consideradas estratégicas para os países membros. Para além da dimensão diplomática, a presença de organizações empresariais, académicas e sectoriais pode contribuir para aproximar a comunidade lusófona de temas como comércio, investimento, educação, sustentabilidade, saúde e desenvolvimento socioeconómico.

O Conselho de Ministros que estava inicialmente previsto para 17 de Julho, data em que se assinalaram os 30 anos da CPLP, foi entretanto adiado para 19 de Agosto, tendo decorrido em Díli, sob a presidência de Timor-Leste.

Criada em 1996, a CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Timor-Leste exerce actualmente a presidência rotativa da organização, depois de a Guiné-Bissau ter sido suspensa na sequência do golpe militar de 26 de Novembro de 2025.

Mais Artigos