CPLP defende pluralismo como instrumento para construir alianças entre civilizações

O Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias da Costa, defendeu esta Quarta-feira, em Cascais, que a liberdade de expressão, o pluralismo dos meios de comunicação e o multilinguismo são alguns dos "instrumentos estratégicos" para construir "alianças entre civilizações". "A liberdade de expressão, o pluralismo dos meios de comunicação, o multilinguismo,…
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Secretário executivo, Zacarias da Costa, salientou que, num contexto global, a CPLP “tem abraçado a tarefa de ser, cada vez mais, um espaço de cooperação, fraternidade e amizade entre povos”.
Economia

O Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias da Costa, defendeu esta Quarta-feira, em Cascais, que a liberdade de expressão, o pluralismo dos meios de comunicação e o multilinguismo são alguns dos “instrumentos estratégicos” para construir “alianças entre civilizações”.

“A liberdade de expressão, o pluralismo dos meios de comunicação, o multilinguismo, a igualdade de acesso ao saber científico e tecnológico e a possibilidade de expressão de todas as culturas, são valores inalienáveis e são considerados pela CPLP como um instrumento estratégico para o fomento do diálogo e para a construção de alianças entre civilizações”, afirmou Zacarias da Costa, na sua intervenção no Fórum Global da Aliança das Civilizações da Organização das Nações Unidas (ONU), que está a decorrer em Cascais, Portugal.

O secretário executivo salientou que, num contexto global, onde os conflitos “baseados em diferenças culturais e religiosas” continuam a ser “um desafio significativo”, a CPLP “tem abraçado a tarefa de ser, cada vez mais, um espaço de cooperação, fraternidade e amizade entre povos”.

Povos que, segundo Zacarias da Costa, partilham não só a língua, mas também “os valores perenes da Paz, da Democracia e do Estado de Direito, dos Direitos Humanos, do Desenvolvimento e da Justiça Social”.

De acordo com aquele responsável, citado pela Lusa, a comunidade está preocupada com o avanço inexorável da ameaça climática, o recrudescimento da fome, a dificuldade em gerar entendimentos sobre um modelo de saúde global mais seguro e participativo, a dificuldade em calibrar um modelo de transição energética sustentável, e “a imobilidade de um sistema multilateral com referenciais de governação desadequados aos desafios e exigências de um mundo que se alterou profundamente”.

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