A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendeu hoje que “é urgente e prioritário” a adopção de políticas facilitadoras da circulação de agentes culturais, contribuindo para maior coesão e desenvolvimento económico na comunidade lusófona.
A posição foi defendida pela ministra da Educação, Cultura e Ciência de São Tomé e Príncipe, que assumiu a presidência da reunião dos ministros da Cultura da CPLP realizada na capital são-tomense.
“Cabe-nos a grande responsabilidade, enquanto decisores políticos, de desenvolver políticas culturais que estimulem a coabitação pacífica e respeito pelas mesmas, no sentido de maximizar essas diversidades [culturais] e podermos beneficiar das surpreendentes vantagens que elas nos podem oferecer no âmbito da cooperação multilateral e cultural”, defendeu Isabel Abreu.
A governante são-tomense referiu que a cultura representa para a CPLP “o elemento fundador e aglutinador, uma herança histórica, cultural e linguística que une” os povos destes países, por isso insistiu que “é urgente e prioritário” a adopção de “políticas facilitadoras de mobilidade de autores culturais para a sustentabilidade do multilateralismo na CPLP, contribuindo para a maior coesão, conhecimento mútuo e desenvolvimento económico dos povos no seio da comunidade”.
Segundo Isabel Abreu, as políticas também visam “a criação de um mercado comum ao nível da CPLP para implementar o intercâmbio” entre os diferentes atores, “o que contribui para a promoção, valorização e desenvolvimento tanto pessoal como cognitivo e económico”.
“Além de a cultura ser um elemento de união e pacificação e até de comunicação entre os mesmos, ela é cada vez mais utilizada para a criação de empresas e dinamização de actividades económicas capazes de garantir a produção de bens e serviços no quadro do mercado mundial”, sublinhou Isabel Abreu, citado pela Lusa.





