Crédito ao sector agrícola em Angola cresceu para 550 mil milhões kz até Outubro

O crédito concedido ao sector agrícola em Angola terá passado de 216 desembolsos, em 2020, avaliados em 154,56 mil milhões de Kwanzas (mais de 185 milhões de dólares) para 377, até Outubro de 2023, correspondendo a cerca de 550 mil milhões de Kwanzas (658,8 milhões de dólares), de acordo com dados do Banco Nacional de…
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A concessão de crédito ao sector agrícola passou de 216 desembolsos, em 2020, para 377 até Outubro do ano em curso, segundo o governador do Banco Nacional de Angola.
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O crédito concedido ao sector agrícola em Angola terá passado de 216 desembolsos, em 2020, avaliados em 154,56 mil milhões de Kwanzas (mais de 185 milhões de dólares) para 377, até Outubro de 2023, correspondendo a cerca de 550 mil milhões de Kwanzas (658,8 milhões de dólares), de acordo com dados do Banco Nacional de Angola (BNA).

Os números do empréstimo à agricultura avançados, há dias, pelo governador do banco central, Manuel Tiago Dias, durante a 3ª edição do Fórum Banca e Seguros, promovido, em Luanda, pela Associação de Jornalistas Económicos de Angola (AJECO), “sinaliza que este tem tido um impacto significativo no crédito destinado ao sector real da economia”.

O peso do sector agrícola no total do stock de crédito à economia, avançou Manuel Tiago Dias, passou de 6,26% em 2020 para 8,61%, em 2022, e quanto ao seu peso na estrutura do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 7,8% em 2020 para 9,1% em 2022.

“Assim, face aos recursos destinados à alavancagem do sector da agricultura, foram criados 24 419 postos de trabalho directos no referido sector”, informou o número 1 do órgão que regula e fiscaliza o mercado bancário angolano. 

O gestor disse ainda que o crescimento do sector agrícola poderá concorrer para a facilitação da operacionalização da missão principal do Banco Nacional de Angola, que consiste em garantir a estabilidade de preços na economia, tendo em vista a preservação do valor da moeda nacional.

Manuel Tiago Dias defendeu ser “imprescindível” reconhecer que o impulso do sector agrícola passa pela potenciação do crédito à economia que deve facilitar aos agricultores o acesso a recursos excedentários depositados nos bancos comerciais, para iniciar, desenvolver, modernizar a sua actividade e aumentar a sua produtividade e competitividade. 

“Neste domínio, deixem-me destacar alguns casos de sucesso, decorrentes da implementação do Aviso n.º 10/2022, que permitiu ao sector da agricultura beneficiar de forma crescente de crédito, no quadro da promoção da diversificação da economia real angolana e, por essa via, reduzir a dependência excessiva da importação de bens e serviços e contribuir para a sustentabilidade das contas externas do país”, sublinhou.

Ainda assim, admitiu o governador, a produção nacional é insuficiente para cobrir as necessidades de alimentação da população angolana, estimada em 33 086 278, em 2022, e que tem crescido a uma taxa média anual em torno dos 3%.

“O défice de oferta interna de bens alimentares tem sido coberto com recurso às importações de alimentos, que em 2022 representaram 2 889,64 milhões de dólares norte-americanos, situação que tem sido insustentável, principalmente em períodos de queda das disponibilidades de divisas”, referiu Tiago Dias, tendo recomendando o contínuo esforço para o alcance da efectiva diversificação da economia nacional, com enfoque especial para o sector primário.

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