O crédito bruto ao setor não financeiro em Angola atingiu nove biliões de kwanzas (8,51 mil milhões de euros) em fevereiro, um aumento de 19%, impulsionado sobretudo pelo endividamento do setor privado, segundo o Banco Nacional de Angola.
De acordo com a nota de informação estatística sobre o crédito, o aumento face a Fevereiro de 2025 foi de cerca de 1,4 biliões de kwanzas (1,32 mil milhões de euros), sendo 85% do total correspondente ao endividamento do sector privado, que inclui empresas privadas e particulares, e 15% ao sector público, composto pela administração pública e empresas públicas.
O ‘stock’ de crédito à economia em moeda nacional atingiu 7,2 biliões de kwanzas (6,81 mil milhões de euros), mais 18,6% face a Fevereiro de 2025.
O endividamento do sector público não financeiro totalizou 1,4 biliões de kwanzas (1,32 mil milhões de euros), dos quais 67,5% referentes à administração pública e 32,5% às empresas públicas, representando um aumento homólogo de 455,8 mil milhões de kwanzas (431 milhões de euros).
Já o endividamento do sector privado cresceu 14,7%, passando de 6,7 biliões para 7,7 biliões de kwanzas (equivalente a 7,28 mil milhões de euros) com destaque para as empresas privadas não financeiras, cujo ‘stock’ de crédito foi de 5,9 biliões de kwanzas (5,58 mil milhões de euros), e para os particulares, com 1,8 biliões de kwanzas (1,70 mil milhões de euros).
O Banco Nacional de Angola, diz a Lusa, refere também que o crédito bruto direcionado ao setor real da economia totalizou 2,1 biliões de kwanzas (1,99 mil milhões de euros), mais 30% em termos homólogos, impulsionado sobretudo pela indústria extrativa, que registou um aumento de 226,66 mil milhões de kwanzas (214,3 milhões de euros).





