O crédito bruto ao sector não financeiro, em Angola, cifrou-se em 8,9 biliões de kwanzas, em Novembro último, tendo registado um aumento de cerca de 1,2 biliões de kwanzas (15,9 %), face ao período homólogo, sendo que, 86,1% representava o endividamento do sector privado (empresas privadas e particulares) e 13,9% o endividamento do sector público (administração pública e empresas públicas).
O stock de crédito à economia, em moeda nacional, atingiu 7,2 biliões de kwanzas em Novembro, registando um aumento de 1,3 biliões de kwanzas (21,1%) face ao período homólogo e 1,2 biliões dekKwanzas (20,0%) face ao mês de Dezembro de 2024.
Segundo uma nota do Banco Nacional de Angola (BNA) consultado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, o endividamento do sector público não financeiro totalizou 1,2 biliões de kwanzas, dos quais 65,5% referentes à administração pública e 34,5% às empresas públicas. Comparativamente ao período homólogo, registou-se uma expansão de 404,3 mil milhões de kwanzas.
Por sua vez, o endividamento do sector privado (empresas privadas e particulares) registou um aumento de 819,5 mil milhões de kwanzas (12,0%), ao passar de 6,9 biliões de kwanzas em Novembro de 2024 para 7,7 biliões de kwanzas em Novembro de 2025, sendo que o endividamento das empresas privadas não financeiras foi correspondente a 6,0 biliões, com um aumento de 515,2 mil milhões de kwanzas (9,4%) e o endividamento dos particulares correspondeu a 1,7 biliões de kwanzas, com um aumento de 304,3 mil milhões de kwanzas (21,8%).
Em Novembro de 2025, o crédito bruto direccionado ao Sector Real da Economia totalizou 1,9 biliões de kwanzas, um aumento de 280,8 mil milhões de kwanzas (17,6%) em relação ao período correspondente do ano anterior, impulsionado principalmente pelo incremento de recursos disponibilizados ao subsector de “Indústria Extractiva”, que registou um aumento no valor de 224,5 mil milhões de kwanzas (44,1%).
Entretanto, o crédito total concedido ao abrigo do Aviso n.º 10/2024 do BNA para o fomento do Sector Real atingiu 1,3 biliões de kwanzas, representando 71,5% do total de crédito concedido a este sector e 15,1% da carteira de crédito bruto do sector bancário.
Em comparação com o período homólogo, verificou-se um aumento de 295,0 mil milhões de kwanzas (28,1%), com destaque para o financiamento de projectos no subsector da Indústria transformadora, que registou um acréscimo de 138,6 mil milhões de kwanzas (23,1%).





