Daniel Chapo apela ao respeito pelas leis portuguesas e afasta tensões sobre imigração

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, apelou esta semana aos cidadãos moçambicanos residentes em Portugal para respeitarem a legislação portuguesa, sublinhando que o cumprimento das leis do país de acolhimento é fundamental para preservar o bom relacionamento entre os dois Estados e assegurando não ter conhecimento de qualquer problema relevante relacionado com as recentes alterações…
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Por sua vez, António José Seguro reiterou as declarações de Chapo, sublinhando que sente os cidadãos moçambicanos "bem integrados" em Portugal.
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O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, apelou esta semana aos cidadãos moçambicanos residentes em Portugal para respeitarem a legislação portuguesa, sublinhando que o cumprimento das leis do país de acolhimento é fundamental para preservar o bom relacionamento entre os dois Estados e assegurando não ter conhecimento de qualquer problema relevante relacionado com as recentes alterações à política migratória portuguesa.

Em declarações à imprensa no final de uma audiência com o Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, no âmbito da sua visita oficial a Portugal, Daniel Chapo afirmou que Moçambique tem incentivado os seus cidadãos a cumprirem as normas do país onde vivem.

“Nós, como moçambicanos, temos apelado aos moçambicanos residentes em Portugal que, tal como os portugueses que residem em Moçambique respeitam as leis moçambicanas, é extremamente importante que os moçambicanos que residem em Portugal também respeitem as leis portuguesas”, referiu.

O chefe de Estado acrescentou que nunca teve conhecimento de “algum problema assim sério entre Moçambique e Portugal relacionado com este aspecto”, numa referência às alterações recentemente introduzidas na legislação portuguesa sobre imigração.

Por seu turno, António José Seguro corroborou a posição do homólogo moçambicano, destacando o nível de integração da comunidade moçambicana em Portugal.

Segundo o Presidente português, cerca de 13 mil cidadãos moçambicanos vivem e trabalham no país, contribuindo activamente para a economia e para a sociedade portuguesa.

Questionado sobre a possibilidade de uma maior liberdade de circulação de cidadãos no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Daniel Chapo reconheceu que o tema continua a integrar a agenda da organização, mas considerou que a concretização desse objectivo dependerá do aprofundamento do processo de integração entre os Estados-membros.

“É um aspecto e um assunto que continua na mesa, mas é necessário aprimorar e consolidar ainda mais a organização”, afirmou, citado pela Lusa.

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