Daniel Chapo defende reforço da unidade e coesão africana para consolidar a paz no continente

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, defendeu o reforço da unidade e da coesão entre os países africanos, considerando que os consensos alcançados pelos líderes do continente devem traduzir-se em acções concretas para a promoção da paz, segurança e desenvolvimento. A posição foi manifestada, em Adis Abeba, capital da Etiópia, durante uma…
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O estadista moçambicano defendeu ainda que as diferenças políticas e sociais devem ser encaradas como um activo democrático, e não como factores de divisão, advertindo que as divergências não devem conduzir à violência e ao ódio, mas contribuir para a consolidação da paz, harmonia e entendimento entre os cidadãos.
Economia

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, defendeu o reforço da unidade e da coesão entre os países africanos, considerando que os consensos alcançados pelos líderes do continente devem traduzir-se em acções concretas para a promoção da paz, segurança e desenvolvimento.

A posição foi manifestada, em Adis Abeba, capital da Etiópia, durante uma conferência de imprensa de balanço da participação de Moçambique no XII Fórum de Alto Nível de Tana sobre Segurança, que decorre em Bahir Dar, sob o lema “Caminhos para a Paz em África: Soberania Económica e Transformação Geopolítica”.

Na ocasião, o Chefe do Estado sublinhou que a paz e a segurança constituem condições fundamentais para o desenvolvimento dos países africanos, salientando que a construção da paz não se limita ao fim dos conflitos, mas exige igualmente respostas às aspirações das populações e a criação de oportunidades.

Durante a sua intervenção no painel de alto nível subordinado ao tema “Das Margens ao Centro: Construindo um Modelo Africano de Paz e Soberania numa Era de Rivalidades Geopolíticas”, Daniel Chapo partilhou a experiência moçambicana na condução do Diálogo Nacional Inclusivo, que classificou como uma iniciativa genuinamente nacional, aberta à participação das diferentes forças vivas da sociedade e orientada para a construção de consensos.

O estadista defendeu ainda que as diferenças políticas e sociais devem ser encaradas como um activo democrático, e não como factores de divisão, advertindo que as divergências não devem conduzir à violência e ao ódio, mas contribuir para a consolidação da paz, harmonia e entendimento entre os cidadãos.

No domínio económico, Chapo destacou a necessidade de transformar a economia moçambicana através da diversificação e da valorização dos recursos naturais. Neste sentido, apontou a Lei de Minas, a Lei de Petróleos, a Lei de Conteúdo Local e a criação do Banco de Desenvolvimento como instrumentos fundamentais para fortalecer a independência económica do país.

Relativamente à situação de segurança na província de Cabo Delgado, o Presidente da República destacou os esforços em curso no combate ao terrorismo, assegurando que, apesar da ocorrência de ataques esporádicos em algumas aldeias, nenhuma vila-sede da província se encontra actualmente sob ocupação terrorista. Reconheceu, contudo, que a assistência humanitária às populações deslocadas continua a representar um dos principais desafios.

À margem do encontro, Daniel Chapo manteve encontros bilaterais com o Presidente do Gana, John Dramani Mahama, e com o Primeiro-Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali.

No encontro com o homólogo ganês, foram abordadas experiências na exploração de recursos minerais, com particular destaque para o ouro, cuja gestão e aproveitamento Moçambique pretende reforçar no âmbito da implementação da nova legislação mineira.

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