O fundador e director-geral da start-up Dinheiro Limpo, Euclides Francisco, lançou nesta Sexta-feira, 01 de Setembro, no mercado angolano, o TCHOVA, um aplicativo que permite poupar e orçamentar dinheiro, com propósito de ajudar a população a controlar melhor as suas finanças pessoais e crescer financeiramente.
Em entrevista à FORBES ÁFRICA LUSOFONA, Euclides Francisco explica que “o TCHOVA permite aos utilizadores não só poupar e orçamentar dinheiro, como também tirar relatório dos gastos feito nos últimos meses, projectar quais serão as suas finanças futuras e colocar limites em cada cartão que estiver inserido no aplicativo.
Para o efeito, diz, vão precisar de uma integração dos bancos para que os utilizadores possam ter acesso ao movimento das suas próprias contas na aplicação, dando exemplo de que “se alguém gastar 100 mil kwanzas em qualquer estabelecimento comercial com o cartão já integrado no aplicativo, automaticamente a compra será reflectida no TCHOVA e terá a informação se foi para que categoria”.
De acordo com Euclides Francisco, tencionam integrar os investimentos e dar ao utilizador a possibilidade de ver quais são as suas finanças dentro do TCHOVA e, posteriormente, estes serem gratificados pelos objectivos que forem cumprir dentro do aplicativo.
Para além dos bancos, acrescenta o director-geral da Dinheiro Limpo, pretendem também fazer parcerias com seguradoras, “que vão dar mais segurança aos utilizadores” e que por si só entendam que o crescimento financeiro é algo benéfico para eles.
“Nós queremos que o TCHOVA seja muito popular não só em Angola, mas em todos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e posteriormente levá-lo para alguns países africanos que não sejam falantes da língua portuguesa, nomeadamente, África do Sul e a Nigéria”, perspectivou.
Um investimento de 120 milhões de kwanzas
Segundo Euclides Francisco, foram investidos no novo projecto pelo menos 120 milhões de kwanzas (cerca de 145,4 mil dólares) na segurança e no marketing do aplicativo para dar maior visibilidade e permitir que todos tenham conhecimento do TCHOVA.
“Para o retorno do capital investido estima-se um período de dois anos, pelo que esperamos ter uma penetração equivalente a 100 milhões de kwanzas (121,2 mil dólares) por mês, isso, justificado aos 100 usuários pagantes previsto”, disse Euclides Francisco, para mais adiante avançar que os utilizadores vão pagar uma taxa de subscrição de 1000 kwanzas por mês e 8 400 para quem for pagar a subscrição anual.