A dívida directa do Sector Empresarial do Estado (SEE) moçambicano diminuiu 2,98% no primeiro trimestre de 2026, para 36.175,3 milhões de meticais (483 milhões de euros), sobretudo pela redução da dívida interna, segundo dados oficiais.
A dívida directa do SEE caiu face aos 37.286,9 milhões de meticais (498 milhões de euros) no final de 2025, traduzindo uma redução nominal de 1.111,5 milhões de meticais (14,8 milhões de euros), segundo o Boletim Trimestral sobre a Dívida Pública do Ministério das Finanças.
O documento refere que o desempenho é “explicado essencialmente pela redução do stock da dívida interna”, como “consequência do cumprimento do serviço da dívida pelas empresas do SEE”.
A dívida interna directa do sector caiu de 17.689,3 milhões de meticais (236 milhões de euros) para 17.166,9 milhões de meticais (229 milhões de euros), enquanto a dívida externa registou um ligeiro aumento, de 0,06%, para 19.008,4 milhões de meticais (254 milhões de euros).
Entre as empresas que mais contribuíram para a redução da dívida interna destacam-se o Banco Nacional de Investimento (BNI), cuja dívida diminuiu 600 milhões de meticais (oito milhões de euros) devido à amortização integral de um financiamento para apoio à tesouraria, os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), com menos 446,2 milhões de meticais (seis milhões de euros), e a Aeroportos de Moçambique (ADM), com uma redução de 262,6 milhões de meticais (3,5 milhões de euros).
Em sentido contrário, a dívida interna das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) aumentou 6,92%, para 5.736,3 milhões de meticais (76,6 milhões de euros), reforçando a sua posição como a empresa participada com maior volume de dívida interna, representando 33,4% do total da carteira.
Na componente externa, o crescimento foi impulsionado sobretudo pelos CFM e pela ADM, aumentando, respetivamente, 9,44%, para 40 milhões de dólares (34 milhões de euros), e 0,9%, para 155,3 milhões de dólares (134 milhões de euros).
Por seu lado, diz a Lusa, a Tmcel, o BNI e a Petromoc registaram reduções de 4,93%, 6,43% e 4,64%, respectivamente, nos respectivos níveis de endividamento externo.





